Diversidade das mulheres e luta por equidade em live no dia 28


25/06/2021 - Luciana Araujo
Dia do Orgulho LGBT será celebrado pelo Sintrajud com transmissão ao vivo sobre os desafios das mulheres nas lutas por direitos.

 

O dia 28 de junho marca, desde 1969, o Dia do Orgulho LGBT. A efeméride é produto da luta por direitos da população homoafetiva, em memória de lideranças lésbicas, transexuais, travestis e gays que frequentavam o bar Stonewall Inn, em Manhattan, Nova Iorque (EUA), e eram frequentemente reprimidos pela polícia local. Até que, naquele 28 de junho, decidiram se levantar contra a opressão homofóbica em protestos que ficaram conhecidos internacionalmente como o mais marcante fato da história do movimento pelo reconhecimento à diversidade sexual.

Essa história e as dificuldades enfrentadas por mulheres lésbicas e transexuais até os dias de hoje serão tema da live especial de homenagem à luta LGBTQIA+ promovida pelo Coletivo de Mulheres do Sintrajud – Mara Helena dos Reis na próxima segunda-feira, a partir das 18 horas, com transmissão pelo Facebook e o YouTube do Sindicato.

O reconhecimento da diversidade é parte fundamental da luta por igualdade de direitos e equidade de condições sociais. A poetisa, ativista antirracista e defensora de direitos humanos, escritora e ensaísta estadunidense Audre Lorde costumava destacar que: “Não são as nossas diferenças que nos dividem. É a nossa inabilidade em reconhecer, aceitar e celebrar tais diferenças”. A reflexão era uma convocação aos movimentos de mulheres para compreenderem que ser mulher não significa ter um mesmo tipo vivência no mundo. As condições sociais, de raça e etnia, orientação sexual e identidade de gênero fazem com que algumas mulheres estejam, por exemplo, mais expostas a violências que outras, assim como dificultam ou favorecem as possibilidades de ascensão social, pertencimento e acesso a direitos.

Para o bate-papo, estão convidadas a servidora do TRT-2 Savina João e a escritora Frida Pascio Monteiro.

Savina atua na Coordenadoria de Gestão de Arquivo do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, na Seção de Avaliação e Destinação Documental. Atriz formada pela Universidade de Brasília (UnB) e diretora pela SP Escola de Teatro, fundou a Andaime Companhia de Teatro, em 2007. É também diretora e roteirista do curta “A Mais Forte”, em parceria com Jessica Madona.

Frida Pascio Monteiro é mulher trans, mestra em Educação Sexual pela Unesp, em Araraquara, e graduanda em Pedagogia na Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Autora de ‘Vivências afetivo-sexuais de mulheres travestis e transexuais’, atua pelo reconhecimento da população transexual, travesti e transgênera. O Brasil é o país que mais mata de forma violenta esta população, o que faz da luta pelo reconhecimento a defesa da própria humanização de pessoas constantemente atacadas no seu direito de existir.

A atividade será mediada pela oficiala de justiça aposentada da Justiça Federal e ex-diretora do Sindicato Fausta Camilo Fernandes, que atua no Coletivo Mães pela Diversidade.

As transmissões ao vivo promovidas pelo Sintrajud são também um espaço de troca de experiências e informações para a promoção dos direitos humanos. Participe.

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