Deputados paulistas que votaram pela cassação do seu direito à aposentadoria e pensões

Alexandre Frota (PSL) e Luiz Flávio Gomes (PSB) mudaram o voto na votação desta madrugada; Sindicato aponta importância da mobilização para tirar votos do governo no Senado.

O governo perdeu nove votos na Câmara dos Deputados entre o primeiro e o segundo turno de votação da ‘reforma’ da Previdência na Câmara. Com pouca mobilização em Brasília no dia da votação, o resultado, apesar da evidente derrota que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 6/2019 na Casa em dois turnos representa, mostra a importância de exigir de todas as centrais sindicais que organizem efetivamente a mobilização para pressionar os senadores quando a PEC da “Nova previdência” chegar à casa revisora.

Em 1998, diante da mobilização, ainda que insuficiente para derrotar de conjunto a ‘reforma’ imposta pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a regra da idade mínima não passou a vigorar porque o governo não atingiu os 308 votos. No dia 7 de maio de 1998, o placar marcou 307 votos em favor da idade mínima, 148 contra e 11 abstenções. O ex-ministro do Planejamento de FHC, Antonio Kandir (PSDB/SP), que deixou o Ministério para assumir o mandato de deputado e impor aos trabalhadores vinculados ao Regime Geral de Previdência Social a exigência de mais tempo de trabalho para se aposentarem, entrou para a história da derrota do critério que salvou a aposentadoria de milhares de brasileiros nesses 21 anos pelo que afirmou ter sido um “equívoco”. Ao registrar seu voto, Kandir marcou “abstenção”. Depois, disse que se enganou.

Na votação desta madrugada, a bancada paulista pró-governo teve apenas duas baixas: Luiz Flávio Gomes (PSB) e Alexandre Frota (PSL). Luiz Flávio, que no primeiro turno votou a favor da PEC, admitiu que era uma “vergonha” isenção tributária assegurada na “reforma” a empresas como a JBS e pouco antes da votação afirmou a caravaneiros do Sintrajud que “não conseguimos avançar as negociações” e por isso mudaria seu posicionamento. Frota, que coordenou a Comissão Especial criada para analisar o texto no início da tramitação, se absteve na votação de segundo turno.

Abaixo a lista dos deputados paulistas que votaram “SIM”
à extinção da sua aposentadoria no Segundo Turno de votação:

1. Abou Anni (PSL)
2. Adriana Ventura (NOVO)
3. Alex Manente (Cidadania)
4. Alexandre Leite (DEM)
5. Alexis Fonteyne (NOVO)
6. Arnaldo Jardim (Cidadania)
7. Baleia Rossi (MDB)
8. Bruna Furlan (PSDB)
9. Capitão Augusto (PL)
10. Carla Zambeli (PSL)
11. Carlos Sampaio (PSDB)
12. Celso Russomanno (PRB)
13. Cezinha de Madureira (PSD)
14. Coronel Tadeu (PSL)
15. David Soares (DEM)
16. Eduardo Bolsonaro (PSL)
17. Eduardo Cury (PSDB)
18. Eli Corrêa Filho (DEM)
19. Enrico Misasi (PV)
20. Fausto Pinato (PP)
21. General Peternelli (PSL)
22. Geninho Zuliani (DEM)
23. Gilberto Nascimento (PSL)
24. Guiga Peixoto (PSL)
25. Guilherme Derrite (PP)
26. Guilherme Mussi (PP)
27. Herculano Passos (MDB)
28. Jefferson Campos (PSB)
29. Joice Hasselmann (PSL)
30. Júnior Bozzella (PSL)
31. Kim Kataguiri (DEM)
32. Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL)
33. Márcio Alvino (PL)
34. Marcos Bertaiolli (PSD)
35. Marcos Pereira (PRB)
36. Maria Rosas (PRB)
37. Miguel Lombardi (PL)
38. Milton Vieira (PRB)
39. Paulo Freire Costa (PL)
40. Policial Kátia Sastre (PL)
41. Pastor Marco Feliciano (Podemos)
42. Renata Abreu (Podemos)
43. Ricardo Izar (PP)
44. Roberto Alves (PRB)
45. Roberto de Lucena (Podemos)
46. Rodrigo Agostinho (PSB)
47. Rosana Valle (PSB)
48. Samuel Moreira (PSDB)
49. Tábata Amaral (PDT)
50. Vanderlei Macris (PSDB)
51. Vinícius Carvalho (PRB)
52. Vinícius Poit (NOVO)
53. Vitor Lippi (PSDB)

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