Contra as ameaças às liberdades democráticas e em defesa da Previdência e dos serviços públicos, derrotar Bolsonaro dia 28!

No discurso que fez para os apoiadores que se manifestavam na Avenida Paulista no dia 21 de outubro, domingo anterior ao das eleições, o candidato Jair Bolsonaro por mais de uma vez afirma: aos opositores da esquerda, aos ativistas, aos militantes sem-terra e sem-teto, aos sindicalistas, haverá duas opções quando assumir a Presidência, caso não […]

No discurso que fez para os apoiadores que se manifestavam na Avenida Paulista no dia 21 de outubro, domingo anterior ao das eleições, o candidato Jair Bolsonaro por mais de uma vez afirma: aos opositores da esquerda, aos ativistas, aos militantes sem-terra e sem-teto, aos sindicalistas, haverá duas opções quando assumir a Presidência, caso não desistam de suas ideias e ‘andem na linha’: o exílio ou a cadeia.

É provavelmente a mais autoritária declaração de um candidato à Presidência da República desde a redemocratização do país em relação a adversário e opositores. Uma reedição do ‘Ame-o ou deixe-o”, a palavra de ordem da ditadura empresarial-militar instalada no país com o golpe de 1964.

O discurso para apoiadores a uma semana da eleição, com o candidato ainda se achando franco favorito, ganha uma conotação demasiadamente grave. É alguém que já se acha presidente, que já tem uma equipe despachando com ministros de Michel Temer, declarando o que pretende fazer assim que assumir o cargo.

Arbitrária e violentamente, o candidato admirador de torturadores ameaça centenas de milhares, talvez milhões, de brasileiras e brasileiros que não pretendem abrir mão de suas convicções com o exílio ou a prisão.

Às fartas exibições de misoginia, preconceito, xenofobia e racismo soma-se a declaração com todas as letras que qualquer ativismo ou mobilização que se contraponha a seu eventual governo será reprimido com violência e qualificado de “terrorismo”. Paralelo a isso, são escancarados os sinais de que o ultraconservadorismo vem acompanhado do ultraliberalismo em termos de direitos trabalhistas, serviços públicos e conquistas previdenciárias.

É fácil imaginar o que pode acontecer caso a reforma da Previdência fosse encaminhada, às pressas, em um cenário de agressões e expurgos de lideranças sindicais e sociais e de criminalização extrema do direito de protestar, de se opor e de expressar opinião – nas ruas, nos meios de comunicação ou nas redes sociais.

Quanto a isso, não há ‘notícia falsa’. Basta ouvir os pronunciamentos e entrevistas do candidato, de seu vice ou de seu guru econômico para saber o que ele pretende fazer com as regras para aposentadoria dos servidores – que podem ir a voto ainda esse ano – os ataques aos ‘marajás’ e aos direitos como as incorporações, e até sobre o 13° salário e as férias. Jamais alguém tentou se eleger presidente na história deste país dizendo abertamente que pretende adotar medidas assim.

O movimento LutaFenajufe, que reúne sindicatos, oposições e servidoras e servidores do Judiciário Federal e do MPU, não tem dúvidas de que, qualquer que seja o resultado das urnas, haverá resistência e mobilização. Da mesma forma, não abraça nenhuma das candidaturas como alinhadas às reivindicações históricas da classe trabalhadora.

Mas avaliamos que o momento é de gravidade inédita desde a redemocratização do país. Derrotar Jair Bolsonaro e o retrocesso que tamanho conservadorismo representará para as liberdades democráticas e para os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários é a prioridade deste momento histórico.

Pelas liberdades democráticas, por todas as nossas conquistas, pela existência dos serviços públicos e dos locais nos quais trabalhamos! Não ao retrocesso, ao autoritarismo, à violência contra as ideias e as diferenças e ao ódio. Votemos por todos os nossos direitos e pelo inalienável direito de divergir, protestar e de lutar.

 

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