Congresso da CSP-Conlutas aprova paridade entre homens e mulheres na direção

Foto: Vang

Representando mais um importante passo na luta contra as opressões, a Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas será composta por 50% de mulheres. Esta foi uma das resoluções aprovadas na plenária final do 3º Congresso da Central, que aconteceu neste domingo, 15, em Sumaré (SP).

A proposta que foi aprovada pela ampla maioria dos quase 2 mil delegados que fizeram parte do Congresso.  Na opinião de Sonia Maria Godeiro, da oposição do Sindsaúde-RN, a resolução é parte de mais um passo que a Central dá na luta contra o machismo e para que as mulheres sejam mais representadas nos espaços políticos. “Queremos que as mulheres façam parte da central não só dividindo as mesas durante os congressos e reuniões, mas sendo parte da formulação cotidiana da política da Central para a luta dos trabalhadores”, afirmou Sonia.

“As mulheres poucas vezes presidem as mesas,  muitas vezes são impedidas de falar e quando falam constantemente são interrompidas. Se queremos uma central verdadeiramente democrática e representativa, o espaço da mulher deve ser garantido, como forma, inclusive, de incentivar a reflexão entre os trabalhadores e trabalhadoras sobre o seu papel em nossas lutas e na sociedade”, disse Claudia Vilapiano, servidora da JF/Campinas e diretora do Sintrajud.

Além da aprovação da resolução, foi destacada a necessidade de aprofundar o debate sobre a luta contra o machismo, desde uma perspectiva da luta da classe trabalhadora, unindo homens e mulheres. “A discussão da representação na SEN é apenas uma parte da tarefa de avançar na luta contra o machismo, é necessário que aprofundemos as discussões sobre a concepção e debate sobre as lutas contra as opressões nos sindicatos”, destacou Marcela Azevedo, do Movimento Mulheres em Luta.

Para Ana Luiza Figueiredo, servidora aposentada do TRF-3 e diretora do Sindicato, ter representação paritária nas instâncias deliberativas da CSP-Conlutas fortalece a Central, que ao longo dos seus 11 anos de existência sempre teve participação de movimentos de combate a opressão, populares e entidades sindicais. “Somos 50% da mão de obra no nosso país e linha de frente em todas as lutas, ao aprovar, por ampla maioria, que a próxima executiva da nossa central será composta por 50% mulheres, estamos representando na direção o real peso do movimento de mulheres dentro da classe trabalhadora brasileira”, afirmou.

O Congresso da CSP-Conlutas também aprovou resoluções sobre a organização da central e balanço dos 11 anos de existência, buscando garantir o perfil de independência, classismo, sindical e popular da Central. Além disso, os delegados e delegadas aprovaram um plano de lutas para construir uma grande dia de mobilização e paralisação no dia 10 de novembro (veja matéria aqui).