Comissão pode ser instalada nesta quarta (9), sob pressão nas redes e abaixo-assinado contra PEC 32


08/06/2021 - Helcio Duarte Filho
Movimento contra 'reforma' administrativa terá ato na Câmara e tuitaço nas redes sociais: #PEC32GolpeNoPovo.

A campanha contra a ‘reforma’ administrativa terá nesta quarta-feira (9) mais um dia de mobilização nas redes sociais e na Câmara dos Deputados, em Brasília. Nesta mesma data, o presidente da Casa Legislativa, Arthur Lira (PP-AL), pretende instalar a comissão especial que analisará o mérito da ‘reforma’ que o presidente Jair Bolsonaro tenta impor para os serviços públicos.

O movimento que se opõe à PEC 32/2020 pretende entregar ao presidente da Câmara um abaixo-assinado com mais de 100 mil assinaturas pela rejeição da proposta recolhidas por entidades sindicais de todo o país, incluindo o Sintrajud. A iniciativa terá um ato público simbólico em frente ao Anexo II da Câmara, na capital federal, a partir das 9 horas – a atividade será transmitida pelas redes sociais por meio da oposição ao governo na Casa, com transmissão cruzada no Facebook do Sindicato.

Também para este horário está sendo convocado um tuitaço com a hashtag #PEC32GolpeNoPovo. A ideia é seguir expressando ao longo do dia nas redes sociais a rejeição à propositura, considerada uma ameaça até mesmo para a existência dos serviços públicos.

O deputado Arthur Lira se reuniu com lideranças partidárias e de bancadas, nesta terça-feira (8), para tratar da proposta de emenda constitucional. Aliado de Bolsonaro, o parlamentar está empenhado em acelerar a tramitação da matéria. “Começamos efetivamente a analisar a reforma administrativa. A comissão especial será instalada até amanhã, com a indicação dos membros, eleição do presidente e designação do relator”, postou em sua conta no Twitter, pouco mais de duas semanas após a admissibilidade da PEC ter sido aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara. Lira afirma que o relator será o deputado Arthur Maia (DEM-BA).

É possível que a pressa do governo reflita, em parte, o receio de que a crescente desaprovação popular do governo, somada à retomada das mobilizações nas ruas, influencie a tramitação da ‘reforma’. Já os servidores apostam na mobilização e nas contradições internas das bases aliadas para barrar mais esse ataque de Bolsonaro contra a população.

A luta contra a PEC 32 foi levada aos atos que reuniram centenas de milhares de pessoas em mais de 200 cidades em 29 de maio. A pauta estará presente também nos atos previstos para 19 de junho. Todos os servidores e servidoras estão sendo chamados a participar, de casa ou nas ruas, seguindo as medidas de segurança sanitária, desta luta em defesa dos serviços públicos e de direitos ameaçados.

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