CSP Conlutas Sintrajud Fenajufe
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
03/jul/2018

Coletivo prepara ações pelo Dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha

Corrida no dia 22 e participação no ato do dia 25 estão na agenda.

O Coletivo de Mulheres do Sintrajud participará pela primeira vez, das celebrações do Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha (25 de julho). A data marca o debate sobre as desigualdades sociais e raciais enfrentadas pelas mulheres afrodescendentes na região.

Participantes do seminário “A origem das opressões”, realizado pelo Coletivo em 9 de junho. Assista aos vídeos do evento pela fanpage do Sindicato em Facebook.com/sintrajud. Foto: Gero Rodrigues

Como parte das iniciativas do Coletivo, está prevista uma edição especial do Clube de Corrida e Caminhada do Sintrajud, no domingo 22 de julho. As participantes do Coletivo também convidam a categoria a participar da manifestação do dia 25, que terá início na Praça Roosevelt (ao lado da igreja da Consolação) e percorrerá ruas do Centro antigo, indo até a Praça das Artes.

Racismo e machismo no Brasil e no Judiciário Federal

As mulheres negras (pretas e pardas, segundo a classificação do IBGE) representam cerca de um quarto da população brasileira: 49 milhões de acordo com o Censo de 2010. Mas estão subrrepresentadas no Legislativo – ocupam apenas 2,2% das cadeiras na Câmara dos Deputados. E no Senado, das cinco representantes femininas só uma é negra.

No Judiciário não é diferente. Em abril deste ano a Ajufe (Associação de Juízes Federais) questionou o Conselho Nacional de Justiça porque o Censo Judiciário de 2014 tem uma “omissão relevante relativa à representatividade das juízas mulheres negras”. Só 19,1% dos juízes são negros (não se sabe quantas são mulheres negras) e 73,8% são homens.

Segundo dados do TRT-2 pedidos pelo Sintrajud, as mulheres somam 53% do quadro de servidores. O Tribunal não dispõe de informações sobre a composição racial de seus trabalhadores.

A Justiça Eleitoral não tem a informação étnicorracial da maioria dos servidores do quadro. Segundo o Tribunal, nos cargos de direção, chefia e assessoramento (CJ1 a CJ4) as mulheres são apenas 28 – só uma autodeclarada parda em fevereiro deste ano, quando as informações foram disponibilizadas.

No TRF, as mulheres são 48% do quadro, negros e negras somam apenas 17% no total de servidores e (não obtivemos a estratificação racial por sexo) 0,7% em cargos de CJ1 a CJ4.

O panorama evidencia a importância da deliberação do Coletivo por aprofundar os debates sobre as desigualdades de gênero e raça no Judiciário Federal.

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