Coletivo de Mulheres celebrará Tereza de Benguela

Atividades vão homenagear o Dia da Mulher Negra Latino-americana e a memória da primeira líder quilombola brasileira.

No ano passado, integrantes do Coletivo participaram do ato pelo 25 de julho. Foto: arquivo Sintrajud

 

O Coletivo de Mulheres do Sintrajud – Mara Helena dos Reis participará pelo segundo ano consecutivo das celebrações do Dia de Tereza de Benguela e da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha (25 de julho). A data marca o debate sobre as desigualdades sociais e raciais enfrentadas pelas mulheres negras na região.

Além do ato convocado no dia pela Marcha das Mulheres Negras, o Coletivo realizará nova corrida em 27 de julho.

As mulheres negras ainda ocupam os piores postos de trabalho e são sub-representadas nos cargos eletivos e de direção. No Judiciário não é diferente. No TRF, segundo dados pedidos em 2018, as mulheres eram 48% do quadro, negros e negras somavam apenas 17% no total de servidores e 0,7% ocupavam CJ1 a CJ4 (não obtivemos a estratificação racial por sexo).

Dia de luta

O 25 de julho foi instituído no I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em 1992, em Santo Domingo, na República Dominicana. No Brasil, resgata também a história da primeira mulher a comandar um quilombo – território de resistência à escravização. Tereza foi reconhecida na historiografia como líder do Quilombo do Quariterê, atual Estado do Mato Grosso, por ao menos duas décadas.

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