Chamado para unidade em defesa de direitos marca abertura do 10º Congrejufe

A tarefa de construir a resistência em defesa da aposentadoria e pelo respeito à data-base foi destacada na primeira mesa do 10º Congresso Nacional da Fenajufe, que acontece em Águas de Lindóia até o dia 1º de maio.

Foto: Joca Duarte

O chamado à unidade para lutar em defesa dos direitos, contra a proposta de ‘Nova previdência’ do governo Bolsonaro e pela data-base marcou a abertura do 10º Congresso Nacional da Fenajufe, na manhã deste sábado, 27 de abril. O evento acontece em Águas de Lindóia (interior de São Paulo) até o dia 1º de maio, e reúne cerca de 700 pessoas de todo o país.

Para os dirigentes da Federação que compuseram a mesa, a tarefa principal deste evento é preparar a mobilização da categoria em nível nacional para resistir à retirada de direitos. “Aqui é o momento de reafirmar o nosso compromisso para fazer o que for preciso para defender a nossa classe, a nossa categoria e a nossa população que sofre diversos ataques, não vamos permitir retrocesso”, afirmou Adilson Rodrigues, servidor da JF/Santos e coordenador geral da Fenajufe.

Na opinião de Marcos Santos, um dos coordenadores mais antigos da Fenajufe, os delegados e observadores que participam do 10º Congrejufe devem sair do evento com a tarefa de construir nas suas bases a luta contra a PEC 6/2019, que acaba com o sistema de aposentadorias em vigor. “Nós estamos vivendo um momento muito difícil, caminhando para um retrocesso, desconstitucionalizando direitos conquistados e garantidos na Constituição de 1988. Essa ‘reforma’ tem um objetivo, que é entregar a Previdência para o sistema financeiro internacional”, destacou o servidor. “Nossa categoria é única e deve defender estes interesses de forma unitumária, por isso, espero e torço para que na próxima quarta-feira [1º de maio] a gente saia daqui com metas. Não podemos permitir que a ‘reforma’ da Previdência seja aprovada, é preciso fazer plantão, vamos acampar no Congresso Nacional, Se for para fechar o Judiciário [numa greve nacional que paralise as atividades], a gente tem que fechar. Se for para fazer uma greve geral, a gente tem que chamar e parar o país”, finalizou Marcos Santos.

O chamado a mobilização unificada contra a ‘reforma’ também foi destacado pelo coordenador da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Ministérios Públicos dos Estados, Gilmar Rodrigues. “Nestes momentos de crises institucionais, mais do que nunca os movimentos sociais tem que estar juntos, precisamos trabalhar juntos, resistir juntos, esta é a única forma de derrubar este governo e impedir a retirada de direitos”, afirmou.

A mesa também teve saudações de representantes das federações de trabalhadores do Judiciário na Argentina, Pedro Nestor, e no Uruguai, Richard Ascurrein.

Na parte da tarde, os servidores discutiram o regimento interno do Congresso, definindo as pautas prioritárias de debate e o funcionamento do evento. Agora à noite acontece o painel de conjuntura – com as presenças dos economistas Márcio Pochmann e Plínio de Arruda Sampaio. Em seguida será eleita a comissão eleitoral.

A representação de São Paulo, eleita em assembleia geral, é composta de  51 delegados e 26 observadores.

 

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