Maia segura pedidos de impeachment e fala em votar Previdência

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), possui sobre a sua mesa pelo menos oito pedidos de abertura de processo de impeachment contra o presidente da República. Eles foram apresentados após a revelação de que Michel Temer teria dado aval para que o ex-deputado federal Eduardo Cunha tivesse o seu silêncio comprado e não delatasse ninguém.

Mas, ao se pronunciar na segunda-feira (22), Maia não tocou no assunto que movimenta o país desde a quarta-feira (17). Ao contrário, tentou dar uma demonstração de que, independentemente da crise e das delações, as polêmicas e questionadas reformas que modificam a Constituição Federal vão continuar.

Para isso, anunciou que pretende pôr a Proposta de Emenda Constitucional 247/ 2016, que altera as regras da Previdência Social, em pauta para votação no Plenário da Câmara entre 5 e 10 de junho. Articuladas entre si, em outra movimentação similar o relator da reforma trabalhista no Senado Federal, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), apresentou em uma acirrada sessão, na terça-feira (23), o seu relatório sobre o projeto já aprovado na Câmara. Poucos dias antes, o senador tucano havia afirmado que a tramitação da reforma estava suspensa em função da crise que explodira em torno do presidente da República. Pouco antes de apresenta-lo, disse a jornalistas que o Senado não está em recesso e não pode parar, mas evitou falar em datas para votação.

A mudança no discurso indica que tanto o DEM quanto o PSDB congelaram, ao menos momentaneamente, o possível desembarque do governo, que chegou a ser cogitado, e devem seguir apostando na aprovação das reformas da Previdência e trabalhista ainda sob o governo Temer, apesar dos escândalos e da enorme rejeição popular a elas e ao presidente.

É verdade que tais movimentações, embora concretas, transitam entre a vontade de demonstrar normalidade, força e de fato aprovar os projetos e a propaganda e o blefe para o público externo. “Esse Congresso não tem mais condições de aprovar nada, mas não tenho dúvidas que se não houver manifestações e povo nas ruas eles vão tentar aprovar as reformas”, disse, à reportagem, a professora Eblin Faraje, do Serviço Social da UFF em Niterói e presidente do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes-SN). “Se não estivermos nas ruas e se as organizações sindicais dos trabalhadores não atuarem juntas e assumirem a luta contra esse governo eles podem aprovar sim”, disse Eldo Luiz, servidor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dirigente do sindicato da categoria no Distrito Federal (Sindjus-DF).

Ambos estavam na manifestação no aeroporto de Brasília, que recebia os parlamentares na véspera da marcha nacional que deverá levar dezenas de milhares à capital federal contra as reformas, pela revogação do que já foi aprovado nessa área e pelo fim do governo.




Servidores de São Paulo partem para o #OcupaBrasília

Servidores do Judiciário de São Paulo já estão na estrada a caminho da grande marcha nacional #OcupaBrasília. Trabalhadores estarão na capital federal para exigir o Fora Temer e o fim das reformas trabalhista e previdenciária.

Nesta segunda-feira, 22, o presidente Michel Temer disse a folha de São Paulo “Eu não vou renunciar; se quiserem, me derrubem”, a declaração deu ainda mais força para a construção do ato em Brasília. As centrais esperam a participação de 100 mil pessoas.

Do Sintrajud, são 2 ônibus, mas, segundo levantamento da CSP Conlutas, estão previstos mais de 70 ônibus em São Paulo, no Rio de Janeiro a caravana será de 30 ônibus, em Minas Gerais, cerca de 20 ônibus estão sendo organizados. Ao todo, são pelo menos 160 ônibus de 16 estados, das entidades e movimentos que fazem parte da Central. As demais centrais sindicais estão mobilizando suas bases também em todo o país.

Confira o recado dos diretores do Sintrajud Inês Leal, servidora da JT-Barra Funda, e Ênio Mathias, servidor da JT-Praia Grande.

https://www.youtube.com/embed/pap5ZIVowmY

Baixada Santista

Além dos ônibus da capital, também já estão a caminho dezenas de ônibus da Baixada Santista e interior do estado de São Paulo. A delegação da Baixada partiu no inicio da tarde desta terça-feira, 23, com Petroleiros, estudantes e servidores públicos municipais.




Nota de pesar

Familiares, amigos e colegas de trabalho de Paschoal Pagliaro Júnior, servidor da Central de Mandados da Justiça Federal em São José do Rio Preto, lembram na próxima semana o primeiro mês de sua morte.

Filiado ao Sintrajud desde fevereiro de 1996, Paschoal faleceu no dia 2 de maio, aos 54 anos, em consequência de um aneurisma na aorta. Ele foi sepultado em Uberaba (MG), sua cidade natal.

O Sintrajud se solidariza com os familiares e amigos do servidor, antigo companheiro de lutas da categoria. Paschoal Pagliaro Júnior, presente!




Servidores da Justiça Eleitoral se mobilizam nacionalmente contra extinção de ZEs

Preocupados com a possibilidade de extinção de zonas eleitorais, servidores da Justiça Eleitoral em São Paulo estão se mobilizando diante do rezoneamento determinado pelo TSE. Reunidos na sede do Sintrajud no último sábado, 20, eles definiram várias ações contra a medida e elegeram uma comissão encarregada de procurar canais de interlocução com o TRE, coordenar a mobilização e buscar o apoio de juízes, políticos e entidades.

A Portaria TSE nº 372/2017, expedida pelo ministro Gilmar Mendes e publicada no Diário Oficial em 16 de maio, deu prazo de 30 dias para que os Regionais apresentem um plano para extinção e remanejamento das zonas eleitorais de seus estados.  O Departamento Jurídico do Sintrajud protocolou requerimento ao presidente do TRE para que ele intervenha em favor da suspensão da Portaria (protocolo nº 76425/2017).

“Conhecemos a realidade do eleitor e seremos prejudicados”, disse Zuleika Borges, servidora da Justiça Eleitoral em Santos. “Os tribunais já vinham fazendo estudos para o rezoneamento, mas ninguém nos chamou para conversar”, reclamou outra servidora.

Servidores definiram várias ações para lutar contra a Portaria do TSE

Posição da Fenajufe

Nesta quarta-feira, 24, os presidentes dos TREs se reúnem em Brasília e vão discutir o rezoneamento. Nesse mesmo dia, trabalhadores de todo o país ocupam a capital federal para exigir o afastamento do presidente Michel Temer e ampliar a pressão contra as reformas trabalhista e da Previdência. Os servidores da Justiça Eleitoral deverão se juntar a essa mobilização.

Eles também entrarão em contato com a Fenajufe, com o objetivo de se articular com os servidores de outros estados e reforçar a luta da Federação contra a extinção de zonas eleitorais. Em seu último encontro nacional, realizado no início do mês na Fenajufe, os servidores da Justiça Eleitoral firmaram posição contra a extinção de zonas e decidiram contestar a medida por meio de ofício ao TSE, além de organizar uma mobilização nacional.

A Federação obteve um parecer de sua assessoria jurídica que contesta a legalidade e a constitucionalidade da Portaria expedida pelo presidente do TSE.

O TRE do Rio Grande do Sul, o Ministério Público de Pernambuco, associações de magistrados e outras entidades já se manifestaram contra a extinção de zonas eleitorais. A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) chegou a entrar com pedido liminar no CNJ.

Em relação ao impacto orçamentário, o Sintrajud solicitou um estudo ao economista Washington Moura Lima, assessor do Sindicato, já que a Portaria aponta o corte de gastos como justificativa para a medida.




Greve histórica e conquista do reajuste salarial marcaram gestão do Sintrajud

Assembleias da Greve de 2015 pararam a Avenida Paulista (Foto: Marcela Mattos)

Em junho de 2014, a atual diretoria do Sintrajud tomou posse no meio de uma greve. Era a continuação de uma luta que já durava quase uma década, contra o congelamento salarial e a precarização das condições de trabalho.

A greve de 2014 foi muito dura: enfrentamos o Judiciário de frente, sob ameaças de multas absurdas e de punição. Nesse mesmo ano garantimos que nenhum servidor fosse punido, ganhamos força para continuar a luta e em 2015 fizemos a maior greve da história do Judiciário Federal.

Em todo o país, o Judiciário parou. Em São Paulo, a categoria aprovou greve por tempo indeterminado em uma assembleia no dia 11 de junho de 2015. A partir de então, o movimento paredista ganhou força em cada setor, vara e cartório eleitoral.

Paramos a Avenida Paulista com milhares de colegas na rua. Foram diversas caravanas a Brasília para pressionar pela aprovação do PLC 28, o projeto que previa a reposição salarial. E foi a força da nossa luta que garantiu a aprovação do projeto no Senado, no dia 30 de junho. No entanto, mesmo com toda a pressão, o projeto foi vetado pela então presidente Dilma Roussef (PT).

Com a pressão da greve dos servidores, Senado aprova PLC 28 (Foto: Valcir Araújo)

A garra dos servidores em luta não foi abalada pelo veto e a pressão seguiu até junho de 2016, quando o Senado aprovou o PLC 29, que se tornou a Lei 13.317/16, estabelecendo a reposição salarial para a categoria após quase dez anos em que os salários ficaram praticamente congelados.

O reajuste não é o que se pretendia, mas foi uma grande vitória, fruto da nossa luta, do suor, de lágrimas e até do sangue da categoria – sim, porque a repressão a manifestações nacionais em Brasília em 2015 teve gás de pimenta, cassetetes e sangue de servidores vítimas da ação policial – sob a concordância do STF.

Pressionamos as administrações dos tribunais para garantir que nenhum servidor tivesse desconto salarial em razão das greves realizadas no último período. E garantimos que toda compensação fosse feita por serviço. No caso do TRT-2, tivemos que enfrentar uma longa negociação e a intransigência da então presidente do Tribunal, mas a partir da nossa luta pelo direito de greve conseguimos a compensação por serviço, sem nenhum desconto.

Ato dos servidores em Santos durante a greve de 2015 (Foto: Marcela Mattos)

Contra os ataques do governo

Além da luta que garantiu o reajuste salarial da categoria, durante toda a gestão estivemos presentes nas lutas contra todos os ataques dos governos Dilma (PT) e Temer (PMDB). Em unidade com a CSP-Conlutas e com o Fórum dos Servidores Públicos Federais, protagonizamos lutas contra a aprovação da Emenda Constitucional que “congela” os gastos públicos por 20 anos e contra o projeto que estende essa limitação para os estados, precarizando serviços públicos. Também lutamos contra a aprovação da lei que permite terceirizar todas as atividades das empresas e, mais recentemente, contra as absurdas reformas trabalhistas e da Previdência.

Todos esses projetos têm em comum a intenção de retirar direitos dos trabalhadores, em nome do “ajuste fiscal”, e seguir privilegiando o pagamento da dívida pública. A defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores é marca histórica do Sintrajud; por isso estivemos à frente de todas essas lutas, participando de manifestações, organizando caravanas, pressionando o Congresso, etc.

Fomos parte da maior greve geral que este país viu nas últimas décadas. No dia 28 de abril, o Brasil parou e os trabalhadores do Judiciário, junto com metroviários, petroleiros, metalúrgicos, professores, motoristas de ônibus, dentre tantos outros, demonstraram que não aceitarão que nenhum direito seja retirado. Mas o caminho ainda é muito longo; por isso, o Sintrajud e a CSP Conlutas seguem cobrando das demais centrais sindicais uma greve geral de 48 horas, para dar ainda mais força à luta contra os ataques do governo Temer.

Ato Unificado contra as Reformas de Temer (Foto: Claudio Cammarota)

Quintos

Uma das maiores vitórias da nossa gestão foi o pagamento dos precatórios dos quintos, uma remuneração adicional paga aos servidores que exerciam função de confiança. Uma lei do governo Fernando Henrique impediu a incorporação dos quintos aos vencimentos a partir de abril de 1998, mas uma tese defendida pelas entidades sindicais possibilitou a incorporação até setembro de 2001.

O pagamento dos retroativos motivou nova guerra judicial, que durou mais de uma década. Até o último momento o governo usou todo tipo de artifício jurídico para tentar bloquear ou atrasar o pagamento.

Os primeiros precatórios foram emitidos em junho de 2014 e em novembro de 2015 os sócios do Sintrajud que têm direito ao passivo finalmente começaram a receber o pagamento.

Reenquadramento

Quando assumimos a direção do Sindicato, em 2014, os servidores da Justiça Federal ainda lutavam para receber o passivo do reenquadramento.

A redução da tabela salarial em 2012, de 15 para 13 padrões, havia causado uma distorção nos vencimentos dos servidores. A categoria se mobilizou e o problema foi corrigido no ano seguinte por uma portaria conjunta dos tribunais.

Os valores que deixaram de ser recebidos pelos servidores durante os dez meses em que vigorou o enquadramento rebaixado (janeiro a outubro de 2013) geraram um passivo trabalhista, pelo qual lutamos nas esferas administrativa e judicial.

Em 2015, alegando falta de recursos, o CJF limitou o pagamento aos servidores que tinham até R$ 5 mil a receber. Enquanto as entidades sindicais cobravam os órgãos da JF, em São Paulo o Sintrajud pressionava o TRF-3, a fim de obter a quitação integral, finalmente conquistada no final de 2016.

Condições de Trabalho

2014: ato em defesa do direito de greve em frente ao TRE-Miquelina (Foto: Joca Duarte)

Tivemos que nos mobilizar diversas vezes, em diferentes prédios e cidades, por melhores condições de trabalho. Aliado à piora das condições de trabalho, o ritmo de trabalho ficou mais intenso, pois faltam servidores. O resultado tem sido o adoecimento de muitos colegas, inclusive por doenças emocionais.

Enfrentamos também os casos de assédio moral. Tivemos diretores da atual gestão que foram vítimas dessa perseguição. Mas o Sintrajud respondeu à altura. Em relação às condições de trabalho, não faltaram denúncias e cobranças às administrações dos tribunais. No TRT-2, garantimos a reunião mensal com o presidente do Tribunal para apresentar todas as demandas da categoria.

O Sindicato também retomou a campanha de combate ao assédio moral, distribuindo uma cartilha sobre o tema. Contamos com a ajuda do psicólogo Daniel Luca, que presta assessoria em saúde do trabalhador para o Sindicato, ampliando o atendimento à categoria. O Departamento Jurídico, por sua vez, prestou centenas de atendimentos, obtendo várias vitórias individuais e coletivas.

Também fomos à luta para enfrentar a deterioração do atendimento oferecido pelos convênios médicos e o aumento das mensalidades. Ao mesmo tempo, o Sintrajud pressionou os tribunais superiores para que mais recursos fossem destinados aos nossos benefícios.

No TRE, demos prioridade à luta pela redução da jornada de trabalho para seis horas e lutamos pela garantia ao direito de organização dos trabalhadores, contra a medida arbitrária do presidente do Tribunal que proibiu a realização de assembleias no prédio da Miquelina. O Sindicato contou nessa luta com o apoio de várias entidades sindicais e da CSP Conlutas. Foram realizados atos em frente ao prédio com a presença dos juízes Marcus Orione e Souto Maior. Além disso, encaminhamos uma denúncia à OIT e fizemos circular abaixo-assinados entre os servidores.

No Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, o Sindicato lutou também por segurança no prédio. A pressão dos servidores, com o apoio do Sindicato, levou à abertura da licitação para colocar vidros em todo o edifício, garantindo maior segurança para a população e para quem trabalha no Fórum.

Isonomia dos chefes de cartório

Servidores pressionam no Congresso pela isonomia aos chefes de cartório

A equiparação salarial entre os chefes de cartórios eleitorais do interior e das capitais foi mais uma luta vitoriosa da categoria, com grande participação da nossa gestão à frente do Sintrajud. Desde 2004, os chefes de cartório do interior recebiam função comissionada de nível 1 (FC-1), enquanto os da capital recebiam FC-4.

A lei que pôs fim a essa injustiça foi sancionada em julho de 2015, após forte mobilização dos servidores, principalmente da Justiça Eleitoral, com apoio do Sintrajud, de outros sindicatos e da Fenajufe.

Foi necessária, porém, uma nova mobilização para destinar verbas orçamentárias e possibilitar a aplicação da lei, o que só foi conseguido em 2016. Mais uma vez nossa gestão apoiou o movimento dos chefes de cartório, inclusive com a organização e o financiamento de caravanas a Brasília, entre outras atividades.

13,23%

Outra batalha que travamos ao longo da gestão foi pelo pagamento do retroativo e da incorporação do reajuste de 13,23% para os servidores. O departamento jurídico do Sindicato ajuizou ação para obter o pagamento do reajuste aos filiados que o autorizaram a iniciar o processo. A ação chegou a ser julgada procedente, mas aguarda no TRF-3 o julgamento de um recurso. Alguns tribunais decidiram administrativamente incorporar o reajuste aos vencimentos dos servidores, como o TST e o CJF.

No entanto, os pagamentos e incorporações foram suspensos por decisão do STF. O ministro Gilmar Mendes propôs sumula vinculante que considera inconstitucional a concessão do reajuste. O Departamento Jurídico do Sintrajud e a Fenajufe preparam manifestação ao STF para contestar a decisão.

Núcleo dos Oficiais de Justiça

O Núcleo dos Oficiais de Justiça teve intensa atividade durante a gestão. Suas reuniões mensais, acompanhadas pelo Departamento Jurídico, têm sido um espaço para esclarecer dúvidas e discutir as pautas do segmento, como condições de trabalho, falta de nomeações e insegurança nas ruas, além de encaminhar questões políticas e administrativas aos tribunais.

Núcleo de Aposentados do Sintrajud

Os servidores aposentados também fizeram parte da nossa gestão. Toda quarta-feira, os aposentados participam da reunião do Núcleo de Aposentados do Sintrajud (NAS) para discutir as mobilizações do segmento. A luta pela aprovação da PEC 555, que acaba com a contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas do serviço público, é uma das pautas desses servidores. Depois da reunião, os servidores têm aula de dança, oferecida gratuitamente pelo Sindicato.

Depois da greve, o Sindicato passou a oferecer aulas de percussão gratuitas




Sintrajud inicia atualização do cadastro para devolução do Imposto Sindical

O Sintrajud abriu o período de atualização cadastral para os servidores que tiveram desconto do Imposto Sindical em 2017Todos os servidores devem entrar no site e atualizar seus dados bancários, pois muitos servidores estão com dados desatualizados, o que impede a devolução. A atualização deve ser feita até o dia 30 de maio aqui.

Contrário à cobrança do imposto, o Sintrajud devolve todos os anos a parte que lhe cabe na arrecadação do tributo junto à categoria – 60% do total arrecadado. O Sindicato defende que as entidades sindicais devem se manter apenas com a contribuição voluntária de seus filiados.

Essa não é a postura de todos os sindicatos e centrais. De 2010 até 2015, a arrecadação com o Imposto Sindical destinado às centrais foi de R$ 682 milhões. A entidade que recebeu mais recursos são CUT (Central Única dos Trabalhadores), que obteve R$ 216,1 milhões no período, e a Força Sindical, com R$ 192,5 milhões.

A Fenajufe e a CSP-Conlutas, por decisão congressual são contrárias ao Imposto Sindical.

Cadastro até 30 de maio

Embora o desconto nos salários aconteça no mês de março, a devolução ocorrerá a partir do dia 05 de junho – isso em razão do prazo do repasse dos recursos e listagens encaminhados pelos tribunais e posterior desmembramento, conferência e efetivação dos cerca de 6 mil depósitos realizados pelo sindicato.

O imposto será devolvido aos servidores que estiverem com os dados bancários cadastrados na entidade. Todos os servidores devem atualizar os dados preenchendo a ficha através do site até dia 30/05, para receber a devolução a partir do dia 05/06.

Fundo de Greve

Se o valor referente ao Imposto Sindical for depositado em sua conta e você deseja contribuir com o fundo de greve, você pode fazer uma doação para fortalecer as lutas da categoria.

Tradição do movimento sindical combativo, o Fundo de Greve é de grande importância para financiar a mobilização dos trabalhadores. Neste momento, por exemplo, os servidores do Judiciário Federal, juntamente com outras categorias,  estão realizando uma grande campanha para derrotar as reformas da Previdência e das leis trabalhistas.

Para doar o dinheiro do Imposto Sindical ao Fundo de Greve, basta preencher o termo de renúncia e doação (aqui). Entre nessa luta!




Eleições para diretoria e conselho fiscal serão nos dias 25 e 26

As eleições para a diretoria do Sintrajud e para o conselho fiscal acontecem nas próximas quinta e sexta-feira, dias 25 e 26 de maio, em todos os locais de trabalho das Justiças Federal, do Trabalho, Eleitoral e Militar  que tenham servidores sindicalizados, no horário de expediente de cada local. Os eleitores podem votar também na sede e na subsede do Sindicato.

Poderão votar e ser votados todos os que tenham se sindicalizado até 25 de março e que estejam em pleno gozo dos direitos sociais, quites com a tesouraria do Sintrajud e que não tenham sofrido qualquer punição prevista no estatuto do Sindicato, no período anterior a um ano do pleito. Os aposentados filiados votarão na sede e na subsede ou através de “voto em separado” em qualquer local de votação.

Veja a seguir o roteiro das urnas, com os dias e horários de votação em cada local:

relação geral das urnas




Manifestação em São Paulo pede saída de Temer

 

Com gritos de “Fora Temer”, manifestantes ocuparam a Avenida Paulista na noite desta quinta-feira, 18. O ato que reuniu trabalhadores de diversas categorias, estudantes e movimentos sociais, foi convocado logo após o vazamento de áudios que revelam que Michel Temer (PMDB) teria pedido que a empresa JBS continuasse a dar uma mesada milionária ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso na Operação Lava-Jato, para comprar o seu silêncio.

A manifestação aconteceu horas depois do pronunciamento de Temer que, apesar dos rumores, afirmou que não iria renunciar e exigiu “investigação plena e rápida” no Supremo Tribunal Federal. O pronunciamento deixou ainda mais indignados milhares de trabalhadores que foram às ruas para exigir a saída do presidente e eleições gerais em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Brasília, Maceió, Belém e Belo Horizonte, dentre outras cidades.

Os servidores do Judiciário participaram da manifestação na Paulista. Na opinião do servidor da JT Ronald Fumagali, atos como os que aconteceram nesta quinta são importantes porque  demonstram que a força dos trabalhadores nas ruas é que poderá derrubar o governo. “Este governo e o Congresso não têm legitimidade nenhuma e têm que ser derrubados, e é nas ruas que a classe trabalhadora vai conseguir colocá-los para fora”, afirmou.

A necessidade de fazer uma greve geral no país para derrotar as reformas da Previdência e trabalhista foi uma das bandeiras levantadas pelos manifestantes. “Nossa tarefa é fazer uma grande greve geral para derrotar os ataques do governo, a classe trabalhadora não vai aceitar retirada de direitos”, ressaltou Ismael Souza, do Sindsef-SP.

Para Inês Leal, diretora do Sintrajud e servidora da JT, é preciso convocar uma greve geral de 48 horas.  “Se Temer não renunciou hoje, foi para ganhar tempo para tentar aprovar as reformas; por isso, mais do que nunca, as centrais precisam chamar uma greve geral de 48 horas, e na semana que vem temos de ocupar Brasília para mostrar que não vamos permitir retirada de direitos e queremos colocar para fora Temer e todos os corruptos”, declarou Inês.

Baixada Santista

Em Santos, a subsede do Sintrajud ajudou a organizar o “Ato Fora Temer” com o SindiPetro, Sindserv (que representa os servidores municipais de Santos) e pelas organizações Enfrente, Mais e anarquistas, entre outras. O ato saiu da Praça Independência e seguiu pela orla até o emissário submarino, com grande repercussão n’A Tribuna, o principal jornal da região (fotos abaixo, clique para ampliar).

“Organizamos este primeiro ato Fora Temer aqui em Santos pra cobrar o imediato afastamento de um presidente que, além de ter sido gravado praticando ilícitos, não tem legitimidade nem respaldo em votos pra ocupar o poder”, disse o servidor Adilson Rodrigues, da JF Santos. “Vamos cobrar e pressionar ate que ele saia e suas contrarreformas trabalhista e previdenciária sejam sepultadas! Toda a categoria está chamada a participar e ajudar a defender seus direitos e dar novo rumo para o nosso país.”

O Sintrajud vai disponibilizar ônibus para os servidores participarem do #OcupaBrasília, que será na quarta-feira, 24.  Os ônibus sairão na terça-feira, dia 23, à noite, da sede do Sintrajud (R. Antônio de Godoy, 88, 15º andar, Centro, São Paulo). A caravana retorna para São Paulo ainda no dia 24, no final das atividades.

Texto atualizado em 19/05/2017, às 18:26.




Presidente não renuncia e frustra milhões antes dos atos “Fora Temer”

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), disse em pronunciamento na tarde desta quinta-feira (18) que não vai renunciar. A declaração, dada em meio a rumores de que renunciaria, frustrou o país: provavelmente milhões de brasileiros esperavam ou torciam pela renúncia.

Passeatas e atos convocados pelas centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e estudantis, programadas para o final da tarde e início da noite desta quinta, devem ocupar as ruas das maiores cidades do país. Os protestos exigem o fim do governo e das reformas que retiram direitos previdenciários e trabalhistas.

Com o semblante abatido, Temer disse que exigirá “investigação plena e rápida” no Supremo Tribunal Federal e que não teve acesso às denúncias contra ele. O pronunciamento ocorre menos de 24 horas após serem reveladas denúncias bombásticas contra o governo.

Reportagem do jornal O Globo diz que Temer teria pedido que a empresa JBS continuasse a dar uma mesada milionária ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, preso na Operação Lava-Jato, para comprar o seu silêncio.

A conversa estaria gravada, embora o áudio ou vídeo ainda não sejam públicos. O seu conteúdo constaria em delação premiada do dono da gigante do ramo das carnes ainda não homologada pelo Supremo. O escândalo ganhou repercussão nacional em poucos minutos e suscitou protestos em várias capitais ainda na noite de quarta-feira (17).




Erro da Folha de S. Paulo leva servidores a procurar vacina contra a gripe

A Folha de S. Paulo noticiou erroneamente em sua edição da última sexta-feira (12) que servidores do Judiciário foram incluídos no público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe. Com base nessa notícia, alguns servidores procuraram postos de saúde e conseguiram ser vacinados.

Induzido a erro por essa informação e pela notícia da Folha, o Sintrajud divulgou nesta quarta-feira (18) que a categoria faz parte do público-alvo da campanha. Na verdade, como se pode ver no release distribuído pela Secretaria Estadual da Saúde (abaixo), a ampliação do público-alvo incluiu policiais, bombeiros, profissionais da Defesa Civil, Correios, Poupatempo, Ministério Público, Procuradoria Geral e Defensoria Pública. Provavelmente, a Folha de S. Paulo considerou que a Procuradoria Geral e a Defensoria Pública fazem parte do Judiciário.

Ainda assim, há casos de servidores que estão conseguindo ser vacinados nos postos de saúde, onde a campanha segue até o dia 26.

A reportagem do Sintrajud foi a um posto de saúde no centro da capital e obteve a informação de que, com um pedido médico, qualquer pessoa pode ser vacinada.

 

Release da Secretaria de Estado da Saúde:

Alckmin anuncia ampliação do público da vacinação contra a gripe

A partir de agora, serão imunizados policiais, bombeiros, profissionais da Defesa Civil, Correios, Poupatempo, Ministério Público, Procuradoria Geral e Defensoria Pública; ‘Dia D’ acontece no sábado (13), para todos os públicos-alvo da campanha

 

O governador Geraldo Alckmin anuncia, nesta sexta-feira, 12, a ampliação do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe deste ano. Terão direito à vacina policiais civis e militares, bombeiros e profissionais que atuam na Defesa Civil, Correios, Poupatempo, Ministério Público Estadual (MPE), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Defensoria Pública.

O Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria da Saúde e responsável pela produção da vacina, disponibilizou 600 mil doses extras para vacinação desses novos grupos.

A ação terá início nesta sexta-feira, 12, com um posto volante instalado no 1° Batalhão de Polícia de Choque “Tobias de Aguiar”, na Av. Tiradentes, 440, que funcionará das 14h às 18h, com a finalidade de imunizar agentes de segurança pública, que atuam diretamente em contato com a população. A campanha de vacinação seguirá em todo o Estado até 26 de maio.

Em 2017, o Estado pretende vacinar 10 milhões de paulistas contra o vírus Influenza, causador da H1N1 e outras gripes. O número corresponde à meta de 80% das 12,6 milhões de pessoas que formam o público-alvo da campanha.

No sábado, 13 de maio, acontece o “Dia D” da campanha de vacinação contra a gripe, que permitirá o aumento da cobertura vacinal, que atingiu cerca de 40% do público-alvo, até o momento. Balanço preliminar da Secretaria, baseado nos dados informados pelos municípios paulistas, aponta que SP vacinou 4,5 milhões de pessoas desde o início da campanha, em 17 de abril.

As doses estarão disponíveis para bebês a partir dos seis meses e crianças menores de cinco anos de idade, idosos a partir dos 60 anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias), indígenas, profissionais de saúde que trabalham em serviços públicos e privados, professores das redes pública e privada, além dos novos grupos contemplados com a ampliação.

Serão 36,1 mil profissionais da saúde mobilizados em 5.402 postos de saúde fixos e volantes em todo o Estado de São Paulo, funcionando das 8h às 17h. Somente na capital, há 479 fixos e 55 volantes. Nas cidades da Grande São Paulo, interior e litoral há outros 3.538 postos fixos e 1.330 volantes. Além disso, haverá suporte de 2.436 veículos, 3 barcos, 18 ônibus e outras formas de transporte disponibilizadas com apoio dos municípios paulistas.

“A vacinação contra o Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe e doenças graves, como pneumonia, otites e sinusites”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria. Ainda segundo Sato, não há motivo para receio ou medo de tomar a vacina. “A vacina não tem capacidade alguma de provocar gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”, explica.

Além de imunizar a população contra a gripe A H1N1, tipo que se disseminou pelo mundo na pandemia de 2009, as doses protegem a população contra os vírus A/Hong Kong (H3N2) e B/Brisbane. A vacina foi produzida pelo Instituto Butantan, órgão ligado à pasta, através de um processo de transferência de tecnologia.

Conforme preconiza o Ministério da Saúde, somente casos de gripe grave, caracterizados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), independentemente do tipo, são de notificação obrigatória no Brasil.

Neste ano, até 24 de abril, foram notificados em SP 206 casos de SRAG atribuíveis ao vírus Influenza, dos quais 119 relacionados ao A (H3N2). Foram ainda notificados 23 óbitos, sendo 9 relacionados a H3N2.

Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

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