Categoria no DF rejeita divisão e aposta na unidade nacional dos servidores do PJU e MPU

Servidoras e servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União do Distrito Federal reafirmaram a necessidade da unidade nacional na organização sindical da categoria – rejeitaram a tentativa de parte da direção do Sindjus-DF de desfiliar a entidade da federação nacional, a Fenajufe. Foi uma vitória da base da categoria sobre a direção […]

Servidoras e servidores do Judiciário Federal e do Ministério Público da União do Distrito Federal reafirmaram a necessidade da unidade nacional na organização sindical da categoria – rejeitaram a tentativa de parte da direção do Sindjus-DF de desfiliar a entidade da federação nacional, a Fenajufe.

Foi uma vitória da base da categoria sobre a direção do sindicato que votou pela desfiliação na assembleia. Não estava em julgamento se a atuação da atual diretoria da Fenajufe tem correspondido às expectativas e às necessidades do momento. Tampouco se fazia ali um balanço do desempenho da atual diretoria do Sindjus-DF, sempre ávida por tentar descredenciar todo servidor ou servidora que a critique.

A pauta real em debate era a necessidade ou não de apostarmos na unidade e na história tecida ao longo de quase três décadas, nas quais a federação se constituiu no elo capaz de agregar os sindicatos dos servidores de todo o país.

É evidente que a unidade nacional foi fundamental para todas as mais relevantes conquistas da categoria ao longo desses 26 anos. É o caso dos planos de cargos e salários, que resultaram numa mudança significativa no padrão salarial dos servidores, ou da não fragmentação da carreira. Sendo assim, nos parece também evidente que essa unidade será também fundamental para enfrentarmos os projetos do governo que tomará posse em janeiro de 2019.

Os ataques por ele anunciados, mesmo que de forma genérica, já deixam claro que os serviços públicos, a estabilidade dos servidores, o direito à aposentadoria, as conquistas trabalhistas e sociais são alvos centrais dessa política. A liberdade de organização sindical, de manifestação e o direito de greve também estão ameaçados.

A extinção do Ministério do Trabalho, desmembrado nos ministérios da Justiça e da Economia, alerta para o risco de a investida se estender à Justiça do Trabalho, medidas associadas à tentativa de eliminar toda e qualquer garantia laboral. Tudo isso, em meio à aplicação, com a Emenda Constitucional 95, de uma restrição orçamentária jamais vista.

Neste cenário, a decisão dos servidores do Distrito Federal pela unidade revela-se ainda mais importante e merece nossos aplausos. Que nos sirva de norte, ademais, para que superemos os que pregam a divisão e retomemos com força unidade nacional da categoria nas lutas que se avizinham: a defesa da da estabilidade, da Previdência Pública e da Justiça do Trabalho, que o governo eleito já disse que gostaria de ver extinta, entre tantas outras. Mais que necessário, estamos diante de um desafio cujo sucesso pode ser decisivo para sobrevivência da própria categoria.

 

 

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