Atos simbólicos cobram respeito à vida e reafirmam: #ForaBolsonaroEMourão

Protestos unificados são parte das atividades do Dia Nacional de Luto e Luta convocado pelas centrais sindicais e reuniram diversas categorias.
Servidores do Judiciário Federal e diretoria do Sintrajud presentes ao ato unificado organizado pela CSP-Conlutas na manhã desta sexta (Arquivo Sintrajud).

 

Centenas de balões pretos e brancos subiram ao céu na manhã desta sexta-feira, 7 de agosto, em frente ao Fórum João Mendes, no centro de São Paulo, para homenagear as famílias dos quase 100 mil brasileiros que morreram por complicações da covid-19. A homenagem foi parte dos protestos do Dia Nacional de Luto e Luta em defesa da vida e pelo Fora Bolsonaro e Mourão.

O ato, organizado pela CSP-Conlutas, reuniu trabalhadores de diversas categorias e teve inicio em frente ao Fórum João Mendes, e depois unificou com o protesto das centrais sindicais nas escadarias da Catedral da Sé. Os protestos denunciaram o descaso dos governos federal e estadual no combate à crise social e sanitária. “Chegamos a quase 100 mil mortes causadas pela política genocida do Bolsonaro e Doria, que colocam o lucro acima das vidas dos trabalhadores”, destacou Altino Prazeres, do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

O Sintrajud participou dos protestos, respeitando o distanciamento social e o uso de máscaras. “Estamos aqui denunciando essa situação absurda pela qual nosso país passa, ocupando o segundo lugar entre os países no mundo com maior número de casos e mortes por covid-19, e o que vemos é a tentativa de naturalizar as mais de mil mortes diárias. Não podemos aceitar isso, é um verdadeiro genocídio”, afirmou Henrique Sales, servidor do TRT e diretor do Sindicato.

Durante o ato, Henrique saudou os trabalhadores em luta, como os petroleiros, metroviários, professores e trabalhadores do Correios, e destacou a importância da mobilização dos servidores do Judiciário Federal e Estadual contra o retorno das atividades presenciais. “Estamos fazendo uma greve sanitária para preservar as vidas dos servidores e da população. Nas reuniões que fizemos com as administrações ficou claro que a única preocupação é a de alinhar-se ao governo Doria, colocando trabalhador em risco e buscando uma normalidade que não existe. O serviço para a população continua sendo prestado, temos que unificar as lutas em defesa da vida”, concluiu Henrique.

Além dos protestos, os trabalhadores do Judiciário Estadual, que também fazem greve sanitária em defesa das vidas, fizeram um dia de apagão geral contra o retorno às atividades presenciais e exigir que o presidente do Tribunal de Justiça dialogue com os trabalhadores.