Ato no TRF-3 convoca à Greve Geral do dia 30 contra reformas trabalhista e da Previdência

Servidores do TRF-3 fizeram nesta terça-feira, 20, um ato de repúdio às reformas trabalhista e previdenciária. A atividade foi realizada em frente ao Tribunal, na Avenida Paulista, como parte do “Esquenta” da Greve Geral convocada pelas centrais sindicais e marcada para 30 de junho.

Em todo o país, o dia teve manifestações, panfletagens, atos e assembleias de diversas categorias de trabalhadores contra as reformas. No Senado, o governo Temer (PMDB) sofreu derrota na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), com a rejeição do relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) favorável à reforma trabalhista.

“O objetivo das reformas é piorar a situação do trabalhador”, disse o servidor do TRF-3 e diretor do Sintrajud Antonio Melquíades, o Melqui, que conduziu o ato. Ele apontou a falsidade dos argumentos usados pelo governo para justificar a reforma da Previdência, como o suposto déficit do sistema.

Melqui lembrou que há mais de R$ 420 bilhões em ações judiciais para cobrar as empresas que devem à Previdência Social, como a JBS, envolvida nos recentes escândalos de corrupção. “Mas o governo tem projeto para perdoar as dívidas dos empresários com a Previdência”, denunciou.

Para o oficial de justiça Erlon Sampaio (à esq.), diretor do Sintrajud e coordenador da Fenajufe, os servidores públicos estão diante de um dos maiores ataques já enfrentados nos últimos anos. “A reforma da Previdência tem por objetivo inviabilizar nossa aposentadoria e fazer com que todos os trabalhadores procurem os planos de previdência privada”, afirmou. “A reforma trabalhista vai precarizar as relações de trabalho.”

Imposto sindical: moeda de troca

O professor municipal Marcos Lísias (à dir.) compareceu à manifestação, acompanhado de sua esposa Sílvia, servidora da JF. “Estou de licença médica, mas incentivo meus colegas, por email e WhatsApp, a participarem da greve do dia 30”, contou.

“As manifestações eram muito mais calorosas por ocasião do impeachment da ex-presidente Dilma”, comparou Sílvia. “Mas neste momento a situação é muito mais urgente, porque essas reformas vão atingir de maneira negativa nossa própria subsistência.”

O diretor do Sintrajud Cléber Borges de Aguiar, servidor do TRF, alertou para a tentativa de algumas centrais sindicais de negociarem a aprovação das reformas em troca da permanência do imposto sindical. “Nosso sindicato sempre foi contra a existência desse imposto, que agora mostra toda sua perversidade”, declarou. A CSP-Conlutas e a Fenajufe também são contra a cobrança do imposto sindical.

No final, os servidores foram convocados a participar da Greve Geral de 30 de junho e a reforçar as manifestações dos trabalhadores contra as reformas. Veja a seguir o vídeo gravado por Melqui para explicar a importância do dia de paralisação: