Ato no Fórum Ruy Barbosa do TRT, dia 23, vai exigir apuração das denúncias de assédio sexual


17/08/2022 - Redação
Sintrajud convoca a categoria para manifestação após escândalo envolvendo o juiz Marcos Scalércio.

O Sintrajud convoca os servidores do Judiciário Federal em São Paulo para um ato em frente ao Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na próxima terça-feira (23 de agosto), às 14h, a fim de exigir rápida apuração das denúncias de assédio sexual contra o juiz substituto Marcos Scalercio. O protesto também vai cobrar medidas efetivas de combate ao assédio na Justiça Trabalhista e em todo o Judiciário Federal.

As denúncias chocaram a opinião pública desde a última segunda-feira, quando começaram a aparecer na mídia a partir da atuação da organização Me Too. Além de juiz do TRT-2, Scalercio é professor de cursos preparatórios para concursos e o rol de vítimas inclui alunas, estagiárias, advogadas e servidoras do Tribunal.

Os casos que envolvem Scalercio se somam a diversos outros no Judiciário. O Sindicato atua nesta e em outras denúncias, e já obteve condenação dos assediadores e reparação às vítimas. Mas há também muitas ocorrências que nunca resultam em denúncias, devido ao constrangimento das vítimas, ao assédio moral e à insuficiência dos mecanismos institucionais para apurar, punir e coibir os crimes.

Por isso, o Sintrajud reitera a cobrança pela apuração de todas as denúncias e pelo fim do corporativismo que tem mantido a impunidade dos denunciados. O Sindicato lembra ainda que realiza campanha permanente contra a importunação sexual e coloca à disposição da categoria a cartilha lançada em 2018 e o canal de denúncias sobre assédio (veja abaixo).

A diretora do Sindicato Anna Karenina destaca que o assédio sexual raramente tem testemunha, ficando a palavra da vítima contra a do assediador. “Por isso é tão fundamental dar crédito às denúncias, entendendo a dificuldade que as mulheres enfrentam para dar publicidade a esse tipo de crime, a humilhação que sentimos quando nos vemos nessas situações, o que faz com que muitas nem denunciem o que viveram”, afirma.

O ato da próxima terça-feira está sendo construído em unidade com entidades representativas de diversas categorias.

Assediadores não passarão!

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