CSP Conlutas Sintrajud Fenajufe
SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
09/mar/2018

8M: Mulheres foram às ruas contra violência machista e em defesa da aposentadoria

Milhares de manifestantes participaram nesta quinta-feira, 8, de atos em São Paulo; neste sábado, 10, o Coletivo de Mulheres do Sintrajud realiza Seminário Contra a Reforma da Previdência.

Shuellen Peixoto

Foto: Kit Gaion

Mesmo sob chuva, milhares de mulheres foram às ruas de São Paulo nesta quinta-feira, 8, Dia Internacional de Luta das Mulheres Trabalhadoras, para protestar contra a violência machista, por direitos iguais e contra a Reforma da Previdência de Michel Temer.

O Coletivo de Mulheres do Sintrajud participou da manifestação que aconteceu na Avenida Paulista. Com faixas e cartazes, servidoras do Judiciário Federal e funcionárias do Sindicato se juntaram à concentração na Praça Oswaldo Cruz, com apresentações culturais, e depois marcharam pela Avenida Paulista em direção ao escritório da Presidência da República.

Com gritos de “É pela vida das mulheres” e “A nossa luta, é por respeito, mulher não é só bunda e peito”, as manifestantes denunciaram que o Brasil é o quinto país com maior número de feminicídios (assassinato de mulheres motivado pelo fato da vítima ser mulher, diferentemente da violência urbana) e pediram direitos iguais.

“Estamos na rua hoje para lutar pela vida das mulheres, contra a opressão, a violência, contra o assédio sexual e contra a cultura machista da nossa sociedade, que busca transformar as mulheres em mercadoria”, afirmou Fausta Fernandes, diretora do Sintrajud e servidora da JF/Caraguatatuba.

Além da manifestação na Avenida Paulista, a CSP-Conlutas e o Movimento de Mulheres em Luta fizeram um ato que teve concentração no Teatro Municipal. Com a temática “Contra a violência machista e a reforma da Previdência, Fora Temer e todos os corruptos”, as mulheres fizeram uma passeata até a prefeitura municipal de São Paulo.

O dia também foi marcado pelo início da greve dos professores municipais de São Paulo contra a proposta de reforma da previdência que o prefeito João Doria quer implantar na cidade. Antecipando-se à votação das mudanças da legislação de seguridade social em nível federal, Doria propõe medidas muito similares à reforma que o governo Michel Temer não conseguiu colocar em votação neste início de ano.

Na Baixada Santista, aconteceu uma jornada de atividades para marcar o dia internacional da luta das mulheres. Na quarta-feira, 7, ocorreu a palestra “Lugar de Mulher é na luta”, organizada pela Assojubs (Associação de Base dos Trabalhadores do Judiciário do Estado de São Paulo ) e Sintrajus (Sindicato dos Servidores do Judiciário Estadual da Baixada Santista).  E, ontem, a manifestação, com a temática “É pela vida das mulheres”, reuniu centenas de pessoas nas ruas de Santos. Além da passeata, o ato também teve atividades culturais, como exposição de fotos e apresentação teatral da Cia. do Imaginário.

Greve Internacional de Mulheres

Além do Brasil, mulheres de centenas de países protestaram nesta quinta-feira, 8, em defesa de direitos iguais, contra a violência machista e o assédio sexual.  Em alguns países inclusive, como parte do chamado à Greve Internacional das Mulheres, trabalhadoras realizaram paralisações e até mesmo uma greve geral – como na Espanha. Segundo o jornal ‘El País’, em Barcelona cerca de 200 mil pessoas participaram da manifestação, e o mesmo número foi reunido no ato de Madri.

Seminário contra a Reforma da Previdência

E neste sábado, 10, o Coletivo de Mulheres do Sintrajud realiza o seminário “A reforma da Previdência e a vida das mulheres”. O evento terá início às 14h, no auditório do Sindicato e também faz parte das atividades de celebração do Mês Internacional de Luta das Mulheres.

As palestrantes serão: Érika Andreassy, coordenadora do Ilaese (Instituto Latino Americano Estudos Sócio Econômicos) e integrante do Movimento Mulheres em Luta; Julia Lenzi, doutoranda em Direito do Trabalho e da Seguridade Social pela USP e professora universitária de direito previdenciário e da seguridade social; e Thayná Yaredy, advogada, coordenadora adjunta do grupo de estudos de Direitos Humanos no IBCCRIM – Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, e mestranda da Ufabc.

Após a palestra, a atividade continua com apresentações culturais e um happy hour, com apresentação do tradicional forró pé-de-serra com o grupo de mulheres Trio Sinhá Flor.

 

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