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SINDICATO DOS TRABALHADORES DO JUDICIÁRIO FEDERAL NO ESTADO DE SÃO PAULO
13/abr/2018

37 metroviários são reintegrados à Companhia após 4 anos

Demissões foram mecanismo de retaliação a greve da categoria em campanha salarial do ano de 2014; Trabalhadores vão receber valores perdidos no período das demissões.

Luciana Araujo

Após quatro anos tentando medidas com o objetivo de protelar a reintegração de 37 metroviários demitidos sob argumento de “justa causa” após greve realizada pela categoria em 2014, a Companhia do Metropolitano de São Paulo recuou e propôs acordo de reingresso destes trabalhadores ao quadro funcional. Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira (12) a categoria aprovou o acordo, que também repõe os valores salariais perdidos pelos trabalhadores.

“Sabendo, como qualquer leigo a essa altura sabe, que ia perder a ação, o Metrô se antecipou ao julgamento do recurso de revista e dos embargos declaratórios e propôs o acordo aprovado pela categoria”, relata o coordenador geral Alex Fernandes, um dos demitidos na época da greve.

Como cumpria mandato sindical Alex e outros dois dirigentes foram reintegrados judicialmente entre 2014 e 2015. São eles Dagnaldo Gonçalves, que também integrava a diretoria do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, e Paulo Pasin, à época presidente da Federação Nacional da categoria (Fenametro). Dois outros trabalhadores mandados embora na mesma época da greve foram readmitidos administrativamente pela Companhia.

Dos 42 trabalhadores que ficaram ilegalmente sem emprego naquela época, o 37 que agora conquistam seus postos de trabalho de volta aguardavam a tramitação judicial. Em abril de 2016, em ação coletiva, já tinham obtido a reversão da “justa causa” para as demissões no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. No entanto, a readmissão imediata não foi determinada. O processo, neste momento, estava no TST, informa a Fenametro.

A greve

A paralisação da categoria, em junho de 2014, durou cinco dias. Os trabalhadores estavam em campanha salarial e reivindicavam dentre várias demandas aumento real de salários. Às vésperas da Copa Mundo, o governo do Estado e a Companhia reprimiram brutalmente o movimento e mandaram 42 funcionários embora.

Ao longo deste período foram realizadas diversas campanhas e manifestações em solidariedade política e financeira aos demitidos.

“Hoje é dia de festa em cada categoria, cada ocupação, nas escolas e nas lutas da juventude, no campo, nos canteiros de obras, nos bairros e nas fabricas por todos aqueles que lutam por direitos, que se revoltam e se rebelam contra as injustiças, a miséria, o desemprego, os baixos salários, a fome, a exploração e opressão. A notícia da nossa reintegração leva ânimo, esperança e o principal, a certeza de que lutar vale a pena “, destaca em nota pública outro coordenador do Sindicato, Raimundo Borges Cordeiro de Almeida Filho, que também havia sido demitido e  reintegrado judicialmente em agosto de 2014.

Parte dos trabalhadores reintegrados. Crédito: Facebook do Sindicato dos Metroviários.

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