3° Congresso da CSP-Conlutas começa com chamado à reação contra retirada de direitos

Abertura do congresso, na manhã da quinta-feira (12), em Sumaré (SP) – reprodução CSP-Conlutas

O 3° Congresso da CSP-Conlutas começou, na manhã da quinta-feira (12), com um chamado à reação da classe trabalhadora às reformas e projetos defendidos e aplicados pelo governo de Michel Temer (PMDB), na esfera federal, e por prefeitos e governadores, nos âmbitos municipais e estaduais, que podem levar a maior retirada de direitos já realizada no país.

O congresso foi declarado aberto por volta das 11h25min, em Sumaré, a cerca de 120 quilômetros da capital paulista, já reunindo, àquela altura, mais de 2.200 delegados credenciados e eleitos em cerca de 600 assembleias realizadas em todos os estados do país e no Distrito Federal. Servidores do Judiciário Federal e do MPU participam do congresso, sendo que 19 destes servidores, entre delegados e observadores, integram a representação do Sintrajud.

A abertura do evento teve a apresentação de um curta sobre a história da CSP. O vídeo recorda os encontros iniciais, embriões da central, que na primeira metade dos anos 2000 buscavam construir a resistência às reformas que ameaçavam direitos dos trabalhadores naquela época, entre elas a da Previdência, promovida pelo então governo Lula e de certa forma apoiada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), maior central sindical do país. Percorre ainda a criação da Conlutas, em 2006, e o 1° Congresso, em Santos, em 2010, que marcou a transformação da entidade em CSP-Conlutas.

Na cerimônia que marcou o início dos trabalhos, uma representação simbolizando os diversos setores sociais que integram a CSP-Conlutas – central que também agrega os movimentos sociais – subiu ao palco, enquanto integrantes do movimento hip-hop cantavam a música “Lutar é Preciso”, liderados pelo rapper Hertz Dias, do Gíria Vermelha.

Logo em seguida, representantes de entidades e partidos da esquerda convidados falaram e saudaram o congresso que se iniciava e que durará quatro dias, na Estância Árvore da Vida, complexo que inclui ginásio, espaço para alimentação e acomodações para 5.500 pessoas e ampla área verde.

O primeiro dia também teve uma mesa que abordou a conjuntura atual do país, seguida da aprovação do regimento interno e da apresentação de 18 propostas de resoluções gerais, com exposições de sete minutos para cada uma delas.

Ainda na fase de instalação do congresso, uma representação das mulheres foi ao palco expondo cartazes com a palavra ‘não’ grafada em letras grandes. Elas lembraram aos participantes que não são admitidos, na sociedade e no evento, atitudes machistas, homofóbicas, racistas ou preconceituosas com relação a quaisquer minorias.