1º de Maio unificado convocou greve geral em defesa da Previdência para 14 de Junho

Servidores do Judiciário Federal de diversos estados participaram do ato em São Paulo contra a ‘reforma’ da Previdência.

 

O primeiro de maio deste ano em São Paulo contou com a participação de uma delegação de trabalhadores do Judiciário Federal de várias partes do país – colegas que estavam no 10º Congrejufe, que teve a agenda de debates encurtada após a confirmação da unidade de todas as centrais sindicais, para viabilizar a presença da categoria no ato. Realizado no Vale do Anhangabaú e unificado entre todas as nove centrais sindicais existentes no país – o que aconteceu pela primeira vez – e as frentes de mobilização Povo Sem Medo e Brasil Popular, o ato teve como principal foco o repúdio à proposta de ‘Nova previdência’ do governo Bolsonaro. Foi anunciada a convocação da greve geral que vem sendo construída em todo o Brasil contra a ‘reforma’ que, se aprovada, vai desmontar o sistema de aposentadorias e seguridade social instituído pela Constituição de 1988. O dia 14 de junho foi apontado como data de “parar o país”, afirmaram várias intervenções.

Dirigente da CSP-Conlutas, o metalúrgico Luiz Carlos Prates (o ‘Mancha’) destacou que o Brasil não precisa reformar a Previdência, como defende o governo e o empresariado. “O país precisa que o governo cobre os devedores do INSS, pare de parar a Dívida Pública e entregar dinheiro para banqueiros. Eles querem acabar com a aposentadoria, com o futuro dos nossos filhos, para entregar dinheiro para os bancos. Por isso, afirmamos, não tem negociação com essa reforma. Precisamos ampliar nossa mobilização e derrotar essa reforma na íntegra”, afirmou.

Sintrajud na praça

O Sindicato montou também uma estrutura de apoio para receber os trabalhadores da categoria durante o ato, sob sol forte. Na tenda do Sintrajud foi realizada mais uma atividade de coleta de assinaturas ao abaixo-assinado contra a ‘Nova previdência’ do governo Bolsonaro.

Como parte da construção do processo da greve geral, o Sindicato estará envolvido no calendário aprovado no 10º Congresso Nacional da Fenajufe e que vem sendo articulado pelo Fórum dos Trabalhadores do Setor Público no Estado de São Paulo e o Fórum Sindical, Popular e de Juventude por Direitos e Liberdades Democráticas. Entre as iniciativas das duas articulações está a montagem das banquinhas de coleta de assinaturas em locais de grande circulação de pessoas e o apoio à paralisação nacional dos trabalhadores da educação, marcada para o dia 15 de Maio. No 10º Congrejufe a data foi aprovada como Dia Nacional de Luta rumo à Greve Geral.