19/2: Milhares comemoram recuo do governo e reafirmam seguir luta contra PEC 287-A

O Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência teve atos e paralisações de trabalhadores em todo o país. Metalúrgicos, professores, bancários, metroviários, petroleiros e servidores públicos fizeram assembleias e participaram de atos nesta segunda-feira, 19, para barrar os ataques do Governo Temer (PMDB) aos direitos dos trabalhadores. Em São Paulo, servidores do Judiciário […]

O Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência teve atos e paralisações de trabalhadores em todo o país. Metalúrgicos, professores, bancários, metroviários, petroleiros e servidores públicos fizeram assembleias e participaram de atos nesta segunda-feira, 19, para barrar os ataques do Governo Temer (PMDB) aos direitos dos trabalhadores.

Em São Paulo, servidores do Judiciário Federal, junto com trabalhadores de diversas categorias, participaram do ato convocado pelas centrais sindicais que aconteceu no vão livre do MASP. “Neste dia de luta demonstramos para o governo Temer que os trabalhadores estão na luta e não vamos aceitar esta reforma da Previdência”, destacou Gilberto Terra, diretor do Sintrajud e servidor da JF/Previdenciário.

Enquanto a manifestação acontecia, o secretário de Governo, ministro Carlos Marun, declarou que a tramitação da PEC da Previdência está oficialmente suspensa, e que o tema deverá ficar para debate após eleições.

Na opinião da diretoria do Sintrajud a suspensão da tramitação da PEC 287-A é uma derrota para governo e acontece, principalmente, porque a base aliada não conseguiu reunir os 308 votos necessários para aprovar a reforma na câmara dos Deputados. A direção do Sindicato e a última assembleia geral da categoria reafirmam, no entanto, a necessidade de manter a mobilização para evitar que o governo se rearticule e retome a ofensiva.

Neste dia 20 o Planalto já anunciou à imprensa que pretende buscar negociações para votar pontos da reforma que poderiam ser votados no Congresso sem necessidade de alteração constitucional. Entre eles, regras de acesso ao benefício no serviço público que não estejam inscritas na Carta Magna.

Luiz Carlos Prates, membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas, também destacou que é necessário continuar a mobilização para combater os ataques do governo Temer. “Hoje realizamos um grande dia de luta demonstrando que os trabalhadores de todo o país repudiam a reforma da Previdência e os ataques de Temer, vamos continuar a mobilização e realizar um grande Dia Internacional das Mulheres, no 8 de março”, afirmou.

Além do ato unificado em São Paulo, cuja estimativa é que tenham se reunido 20 mil trabalhadores, os servidores da Baixada Santista também realizaram manifestação conjunta (veja aqui).

 

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