Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) é uma nova central, fundada no Conat (Congresso Nacional dos Trabalhadores) – que aconteceu de 5 a 7 de maio na cidade de Sumaré/SP. O Conat teve participação de mais de 3.500 pessoas, entre representantes de entidades sindicais, estudantis, camponesas e de juventude, além de oposições.
A Conlutas surgiu como uma entidade alternativa à capitulação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ao governo Lula, se propondo a atuar de maneira intransigente na defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores da cidade e do campo e da juventude.
Mais de 20 anos depois do Conclat (Congresso das Classes Trabalhadoras), que fundou a CUT, as entidades que se organizam na Conlutas viram uma página da história da organização dos trabalhadores no Brasil.
A ruptura com a CUT se deu em função do alinhamento de seus dirigentes com o governo Lula. Já em 2004, após a CUT ter defendido a ‘reforma’ da Previdência do Planalto e se colocado contra os servidores públicos, um encontro sindical em Luziânia (GO) começou a organizar as entidades que hoje compõem a central. No ano seguinte, novo encontro, durante o Fórum Social Mundial (em Porto Alegre/RS), criou a Coordenação Nacional de Lutas. O segundo encontro, realizado em agosto de 2006 em Brasília, convocou o congresso para maio do mesmo ano.
A Conlutas é uma central autônoma e independente com relação a governos, empresários e partidos. Reúne trabalhadores formais e informais, movimentos sociais e de juventude. A direção da central é composta por uma coordenação de entidades, com a perspectiva de manter abertas as portas da entidade aos setores que vão se agregando e permitindo uma experiência com um modelo de direção que rompe com a tradicional eleição de pessoas para ocupar cargos.
Sintrajud é Conlutas
Os trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo participaram de todas as atividades da Conlutas antes de decidir pela adesão à nova central. Desde o encontro de Luziânia, a categoria acompanhou os debates e esteve presente nas mobilizações como a marcha contra as reformas neoliberais (2004), a campanha pela anulação da ‘reforma’ da Previdência e os encontros nacionais que discutiram a fundação da entidade.
Em abril de 2005, durante o 4º Congresso dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo, a categoria decidiu que o Sintrajud tinha que se desfiliar da CUT e participar da Conlutas. Assim, os trabalhadores do Judiciário Federal no Estado participaram da marcha a Brasília pelo “Fora todos os corruptos” (2005) e do Conat. Em novembro de 2006, assembléia geral decidiu pela filiação do Sintrajud à Conlutas.