A unificação dos trabalhadores do judiciário
Em dezembro de 1995, o Sintrajus, o Sinjusfem e o Sindjuse eram sindicatos consolidados junto às suas bases, combativos e respeitados pelas administrações dos tribunais e pelo movimento sindical. Mas a unificação somou forças, acrescentou qualidades, deu lugar a um sindicato único muito mais forte do que qualquer um dos três isolados.
O processo de unificação se deu num momento em que várias entidades estaduais dos respectivos ramos do Judiciário Federal e do Ministério Público da União somavam esforços para fortalecer a luta da categoria. A política da federação nacional (Fenajufe) naquele momento era potencializar a construção do ramo Judiciário.
      Entendendo o sindicato como instrumento de transformação das relações do trabalho e das relações sociais, a unificação deu um novo marco à organização da categoria. A inserção do Sintrajud no contexto do movimento sindical brasileiro também cresceu consideravelmente. Hoje o Sintrajud é uma entidade respeitada em todo o país, pela atuação em defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo, mas também pela ruptura com o corporativismo e o apoio às reivindicações do conjunto da classe trabalhadora.

Mas essa realidade não foi sempre assim.
      Até maio de 1995, os trabalhadores do Judiciário Federal estava organizados em duas federações nacionais (ainda existia a Fenastra - que organizava os servidores da Justiça do Trabalho). A consolidação da Fenajufe como a entidade máxima de toda a categoria judiciária também foi um processo. Hoje, a Fenastra não existe mais e a única federação setorial ainda existente é a Fenassojaf (que organiza oficiais de justiça).

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