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“A greve continua, Gilmar a culpa é sua”, essa foi a palavra de ordem cantada pelos servidores, denunciando o presidente do STF
Servidores do TRF, do Pedro Lessa e das Execuções Fiscais receberam o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, com um grande apitaço. O protesto aconteceu na tarde desta sexta-feira (27), em frente à Defensoria Pública da União, onde o presidente fez uma palestra.
Além dos apitos, os servidores apresentavam cartazes, faixas e entoavam palavras de ordem denunciando que a greve continua pois o ministro engavetou o projeto de revisão salarial da categoria.
O protesto, que serviu para chamar a atenção do ministro para a greve da categoria, surtiu efeito. Na entrevista coletiva que concedeu, Gilmar Mendes teve que responder aos repórteres sobre a demora do envio do projeto ao Congresso.
“Eu acho que agora ele vai pensar um pouquinho no nosso reajuste, que ele (Gilmar Mendes) não ficará inerte”, disse uma servidora do Pedro Lessa. “A gente gostaria de estar trabalhando, é muito mais difícil estar aqui, na greve. Só estamos aqui porque é necessário. Eu pensei que chegaríamos num consenso... mas parece que o STF não quer conversa”, afirmou.
Para o diretor do Sintrajud Eliseu da Silva Trindade a greve também reivindica melhores condições de trabalho, a redução da jornada de trabalho e um atendimento de 12 horas à população. “Com a Meta 2, o ministro Gilmar Mendes quer que tiremos todo o atraso da Justiça, mas ela só será atingida se houver a contratação de mais servidores”, disse.
Se por um lado o cumprimento de Metas está ligada à contratação de novos servidores, por outro, se relaciona com a valorização dos que compõem o quadro do Tribunal. “Se o STF nos menosprezar, muitos servidores vão sair da Justiça, principalmente os mais jovens, que têm a perspectiva de crescer numa carreira pública”, disse outra servidora.
Embora não seja contrario às metas, o servidor Eduardo Vieira Rabello opina que gostaria de saber os motivos que levaram ao estabelecimento da Meta 2, agora para o fim de dezembro. No que toca a Semana da Conciliação – uma das principais campanhas do CNJ - Eduardo diz não ser muito atingido, pois trabalha na distribuição, contudo, ele pondera: “a conciliação é muito desejável para toda a sociedade, mas uma coisa é buscar a conciliação, a outra é dar a conciliação como fato consumado”.
O fato é que, “tanto a META2 quanto a Semana da Conciliação começam a ficar comprometidas pela greve dos servidores e a culpa é do Gilmar Mendes, que engavetou a nossa revisão”, disse o diretor da Fenajufe e de base do Sintrajud, Cláudio Klein.
Ao final, uma comissão de servidores tentou uma audiência com o ministro, mas, segundo a sua assessoria, estava impossibilitada por falta de tempo.
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