07/05/2009 - 16h20

Foices, Facões, Fuzis. Peça teatral trata do drama humano na luta social
Desde o dia 18 a Cooperativa Paulista de Teatro apresenta a adaptação de uma das mais belas e surpreendentes obras teatrais já escritas: Os Fuzis da Senhora Carrar, do teatrólogo alemão Bertold Brecht. O texto é um clássico da dramaturgia mundial e foi adaptado para falar dos dramas vividos por uma agricultora no interior de São Paulo, cujo filho está prestes a aderir ao movimento dos sem-terra e embrenhar-se nos conflitos contra os latifundiários e seus bandos armados.

Originalmente, o drama de Brecht trata das contradições vividas pela mãe Carrar em plena Guerra Civil Espanhola de 1936, quando seu filho se preparava para alistar-se junto às forças republicanas para combater o fascismo.

Sobre a peça
Quando escreveu Os Fuzis da Senhora Carrar, Bertold Brecht queria falar da luta dos povos em defesa da democracia contra o fascismo. Para isso, tratou dos dramas de uma mulher que perdeu o marido que lutava contra o exército de Franco na Espanha, durante Guerra Civil de 1936 a 1938, e cujo filho está prestes a tomar o mesmo caminho.

Batizada Foices, Facões, Fuzis, esta adaptação trata dos conflitos humanos que ocorrem no campo na luta pela posse da terra. Embora os cenários sejam diferentes, as esferas de escolhas são bastante semelhantes: ir à luta e arriscar a própria vida; ou se calar. Porém, a segunda opção não traz nenhuma garantia.

Os resultados dos conflitos agrários são alarmantes no Brasil, além disso, há uma lista de massacres onde os assassinos nunca foram condenados. O maior exemplo foi o conhecido como “O massacre de Eldorado dos Carajás”, ocorrido no dia 17 de abril de 1996, no Pará, quando 19 trabalhadores rurais foram mortos por policiais militares. Os dramas gerados por essa situação de extrema desigualdade na distribuição de terra, as dores e alegrias da vida dos trabalhadores do campo, a solidariedade, o amor familiar, os conflitos de consciência, tudo isso conforma a matéria prima desta peça, que trata de um problema bastante atual no Brasil.

Ficha técnica
Texto e direção de Maria Cecília Garcia
Com Cléo Moraes, Natália Sanches, Denis Snoldo, Cristiano Nery, Eduardo Mancini, Bárbara Kanashiro, Marla O’Hara e Rozanna Lazzaro. Preparação corporal José Carlos Freyria. Cenário e fotografia Carlos Sagra. Luz Rozanna Lazzaro e Carlos Ricardo. Trilha sonora Ed Lacosta. Voz off Tin Urbinatti. Design do material gráfico Elaine dos Santos
Teatro X (da Cooperativa Paulista de Teatro)
Rua Rui Barbosa, 399 – Bela Vista – São Paulo
Fone 3283-2780
De 18 de abril a 31 de maio
Sempre aos sábados, às 21h, e domingos, às 20h
Ingressos: R$20 (inteira) e R$10 (meia)

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