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Segundo a ONU, nos últimos 49 anos os países pobres receberam US$ 2 trilhões para acabar com a fome. A previsão é de que, com a crise, em 2009, aumentem de 915 milhões para 1,02 bilhão as pessoas que passam fome no mundo. Enquanto isso, os bancos receberam US$ 18 trilhões, em apenas um ano. Somente 1% do que foi dado
pelos governos para salvá-los seriam suficientes para acabar com a fome no mundo. Além disso, na última reunião do G20 foram garantidos mais de US$ 5 trilhões, até 2010 para os banqueiros.
O encontro que, além de bancar pelos cofres públicos dos países os prejuízos que os especuladores tiveram, reanimou o “cadáver” do FMI – Fundo Monetário Internacional, que administrará esses recursos. O FMI é um dos principais responsáveis pela crise atual com a suas políticas privatizantes, desregulamentadoras e de pagamento da dívida. Como as medidas tomadas até agora são apenas para cobrir o rombo dos bancos, o PIB americano caiu impressionantes 5,5% no primeiro trimestre de 2009, depois de ter despencado 6,3% no último trimestre de 2008.
No Brasil, Lula concedeu mais R$ 300 bilhões entre isenções fiscais às grandes indústrias, empréstimos a bancos, “incentivos” aos grandes empresários, além de ter recentemente emprestado US$ 10 bilhões ao FMI. E, eles, mesmo assim, continuam demitindo os trabalhadores! Ao mesmo tempo cortou R$ 25,4 bilhões do orçamento, tirando recursos de áreas essenciais como saúde e educação.
O resultado dessa política é que, segundo o IBGE, a renda dos trabalhadores continua caindo, o desemprego em alta aflige milhões de brasileiros, e a inadimplência cresce, por exemplo, os atrasos superiores a 90 dias dobraram em apenas três meses. Hoje, os empréstimos representam 43% do PIB – 1,259 trilhão podendo chegar a 45%. Não foram esses mesmos elementos que levaram a eclosão da crise em setembro passado?
Ao invés de dar dinheiro a bancos e empresários, emprestar ao FMI, não seria o caso, do governo tomar uma medida para garantir a não demissão dos trabalhadores? Ou alocar mais recursos para a reforma agrária, gerando renda e emprego no campo? Ou, investir nos serviços públicos de saúde e educação?
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