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Recentemente
o governo Lula anunciou o corte no orçamento de R$ 25,4 bilhões.
Isso ocorreu a partir de uma estimativa do Ministério do Planejamento
de diminuição na arrecadação de quase R$ 50
bilhões neste ano. Ou seja, mais cortes podem ainda vir, como por
exemplo, a não aplicação dos acordos com o funcionalismo
público.
A arrecadação federal está caindo. Mas não
é só por conta da crise. Inúmeros setores empresariais
estão recebendo fortes benefícios e isenções
do governo, como a redução do IPI para as montadoras, e,
mesmo assim continuam demitindo os trabalhadores.
Além disso, a dívida pública, consumiu entre pagamento
do principal e juros R$ 79,2 bilhões em apenas 3 meses de execução
do orçamento, sendo que está previsto um pagamento para
o ano de R$ 233,3 bilhões, só âmbito federal, sem
estados e municípios.
Fora isso o governo já havia direcionado mais de R$ 300 bilhões,
para bancos e grandes empresários desde o início da crise.
Agora durante a reunião do G 20 Lula anuncia que vai fazer um empréstimo
para o FMI.
Por acaso não foram às políticas ditadas pelo FMI
de privatizações, desregulamentações, e, pagamento
da dívida, que levaram o mundo ao caos econômico atual?
Será que beneficiar bancos e grandes empresários, não
agrava ainda mais a crise?
No Brasil e no mundo as medidas até o momento anunciados só
pioram a situação.
De algum lugar vai ter que se coberto o rombo criado. E, claro querem
que os trabalhadores e a maioria do povo paguem por ela.
É isso que significa, por exemplo, os cortes no orçamento.
Justamente aonde poderiam ser medidas efetivas para combater a crise,
com a priorização dos recursos para a saúde, educação,
segurança, e serviços públicos em geral.
O resultado dessa política é claro: o PIB brasileiro foi
o que teve a maior redução desde o começo da crise,
o desemprego aumenta e, a inadimplência também cresceu muito
nos últimos meses.
Como vimos existem os recursos para salvar o país da crise.
Assim, os trabalhadores não podem aceitar o que está sendo
feito, exigindo do governo Lula uma mudança drástica em
sua política, anulando os cortes no orçamento, e garantindo
que dinheiro público seja usado para o povo e não para os
tubarões que são os responsáveis pela crise.
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