25 de Novembro de 2005 às 18h35

Assembléia unificada aprova manutenção
e fortalecimento da greve
      No dia 25 de novembro, às 14 horas, houve uma assembléia unificada dos tribunais para discutir os próximos passos da mobilização em São Paulo. A assembléia, realizada em frente ao prédio do TRE, contou com mais de 80 participantes e aprovou a manutenção e ampliação da greve até o dia 29, terça-feira.
      Um dos principais pontos das diversas intervenções foi sobre o assédio moral, as perseguições e ameaças, instrumentos das administrações para intimidar os servidores para que eles não paralisem as atividades. Os servidores denunciaram que, no TRE, que historicamente puxava as greves, o assédio moral está sendo muito forte. Na assembléia do dia anterior, a administração chegou a pedir os nomes de quem estava na assembléia.
      Sobre isso, o diretor do sindicato e servidor do TRE, Eli Veríssimo, respondeu que "as assembléias e atividades são legítimas, são legais e são garantidas. Nem o governo, nem as administrações vão pautar nossas ações ou barrar nossa mobilização. O direito de organização do trabalhador está nas mãos do trabalhador e ninguém vai nos tirar isso!".
      Démerson Dias, também diretor do sindicato e servidor do TRE, lembrou que isso não é um fato isolado. "Essa perseguição é parte de uma política de criminalização dos movimentos sociais que ocorre no Brasil inteiro", disse.
      Sobre a luta pelo PCS, diversas falas ressaltaram a necessidade da luta para desengavetar o plano e obter uma vitória. Ana Luiza Gomes, diretora do sindicato e da Fenajufe, disse que "se o Conselho for aprovar qualquer coisa contra nós no dia 29, vai ter que fazer isso olhando pra nossa cara, porque estaremos na frente dos tribunais, fazendo apitaço e protestando".

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