O
pleno do Supremo Tribunal Federal acaba de aprovar o envio da
proposta de revisão do Plano de Cargos e Salários (PCS-3) ao Congresso
Nacional. O diretor do Sintrajud Cláudio Antônio Klein acompanhou
a votação, que se deu por unanimidade.
A proposta
aprovada ainda não contempla as alterações
propostas pela 12ª plenária ampliada da federação
nacional (Fenajufe), pelo que ainda é necessário
lutar quando o projeto chegar ao Congresso Nacional. O texto votado
pelos ministros do STF é o que saiu da comissão
interdisciplinar criada pelo Tribunal Superior.
O ministro Marco Aurélio de
Mello surpreendeu o plenário ao defender que o correto neste momento
seria discutir e encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta
de plano de carreira com critério de progressão único - ou seja,
os servidores poderiam progredir funcionalmente desde o cargo
de auxiliar até analista judiciário, ressalvadas as exigências
de formação e qualificação. "Foi uma defesa importante, pois se
aproxima muito do que defendemos em São Paulo e mostra que era
possível termos ido mais longe no debate dentro da categoria,
caso a direção majoritária da Fenajufe não tivesse se recusado
a encaminhar essa proposta que foi levantada por nós", afirmou
Klein.
Agora, o projeto será encaminhado
aos demais tribunais superiores, onde será assinado pelos respectivos
presidentes e só depois enviado ao parlamento.
Por isso,
a paralisação do dia 30 de agosto é fundamental
para acelerar o envio da proposta à Câmara dos Deputados.
Depois disso, a luta da categoria deverá ser para garantir no
Congresso Nacional as melhorias necessárias no projeto - isonomia
entre todos os cargos, paridade entre ativos e aposentados, valorização
dos vencimentos básicos e atendimento das demandas específicas
de oficiais de justiça e agentes de segurança.
Durante a reunião do pleno,
os ministros ressaltaram que houve polêmica com as associações
representativas dos oficiais de justiça sobre a votação ainda
hoje, que chegaram a fazer campanhas de emails pedindo a não
votação do projeto sem as alterações
reivindicadas por este segmento da categoria. A Fenassojaf (Federação
Nacional dos Oficiais de Justiça) havia solicitado inclusive audiência
com os ministros do STF na próxima sexta-feira, mas antecipou
a visita para hoje em função da votação ter sido mantida.