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Não há garantias de que o projeto que aumenta a GAJ (Gratificação por Atividade Judiciária) será votado no próximo "esforço concentrado" do Senado Federal, previsto para a semana de 13 de setembro. O alerta é do diretor do Sintrajud e da Fenajufe Démerson Dias, servidor do TRE-SP, que vê com preocupação o que ocorreu na semana passada, quando o Senado, com a pauta trancada, não apreciou a proposta. "O governo não cumpriu o que era fácil [votar agora], a próxima convocatória será mais difícil", avalia.
Em setembro, além de aprovar a Lei da Informática, cujo regime de urgência está trancando a pauta, o governo também quer votar a Lei de Biossegurança, que envolve o plantio de transgênicos e é outro tema polêmico. Ao pedir o regime de urgência para o projeto da informática, o presidente Lula obrigou os senadores a votá-lo ou a parar os trabalhos até que isto aconteça. O Congresso Nacional está em "recesso branco" em função das eleições municipais.
Démerson considera um equívoco da maioria da direção da Fenajufe a confiança depositada no Supremo Tribunal Federal e no governo. "Sem mobilização não temos garantias da GAJ. É a lógica que está pautando o movimento, a gente fica confiando nas autoridades, só que as prioridades do [Nelson] Jobim [presidente do STF] não são as nossas prioridades", critica. "Estamos entrando na reta final do ano e estamos sem GAJ e sem reajuste", lamenta.
O sindicalista afirma que "está mais do que na hora de romper com esta lógica" e defende que o movimento sindical atue de outra forma nas discussões sobre o plano de carreira. "Vamos levar este debate para categoria, que precisa se mobilizar", propõe.
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