28 de Setembro de 2004 às 13h20

Advogado compara posição da OAB-SP a fascistas de 30
      Os servidores da Justiça Estadual resistiram e mantiveram 91 dias de greve mesmo sem ter um sindicato organizado e enfrentando ações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção São Paulo. A OAB entrou com ação contra a greve exigindo multa diária de R$ 50 mil para as associações da categoria e realizou um ato, na segunda-feira 27, com apoio da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) contra o movimento e pelo cerceamento do direito de greve.
      No mesmo local do protesto da OAB, em frente à sede da entidade, servidores e diversos sindicatos - entre eles o Sindicato dos Advogados e o Sintrajud - realizaram um contra-ato em defesa dos trabalhadores e do direito de greve.
      "Essa postura que eu reputo principalmente ao presidente da OAB São Paulo, o D'Urso, afronta a história da OAB, que sempre buscou atuar na solução dos conflitos. A postura de se colocar frontalmente contra a greve, contra o direito de greve, chegando inclusive a utilizar todos os seus esforços para elaborar um anteprojeto que busca cercear a greve no serviço público, revela uma concepção à qual a OAB sempre se opôs", criticou Ricardo Gebrim. Ele afirmou ainda que "o último ato na Praça da Sé nos mesmos moldes contra o direito de greve, se não me engano nos anos 30, foi organizado por Plínio Salgado, do Partido Integralista, que era o principal líder fascista no Brasil. É uma vergonha para nós que a OAB hoje esteja assumindo essa postura".
(Por Luciana Araujo, da Redação do Jornal do Judiciário)
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