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A diretora da federação nacional (Fenajufe) Ana Luiza Figueiredo
Gomes, candidata a uma vaga na Câmara de Vereadores de São Paulo
nestas eleições pelo PSTU, defende o voto nulo no segundo turno,
no qual disputam Martha Suplicy (PT) e José Serra (PSDB). No texto
a seguir, a servidora do Tribunal Regional Federal da 3ª Região
também agradece aos votos recebidos em 3 de outubro. Este texto
reflete a opinião pessoal da autora:
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"Quero agradecer a confiança que meus companheiros e companheiras de trabalho e de luta demonstraram ao votar em minha candidatura para vereadora de São Paulo.
Para o PSTU, o voto que cada trabalhador deposita em nossas propostas tem uma enorme importância, pois somos um partido socialista, com apenas dez anos, sem nenhum financiamento externo e em particular empresarial e com menos de um minuto na TV. E que dedicou estes poucos recursos para com muita garra defender os interesses de nossa classe e nosso direito a uma vida sem miséria e violência. Denunciando os partidos da burguesia e o atual governo do PT como responsáveis por todas as mazelas decorrentes da política neoliberal do FMI.
Para nós as eleições, embora representem um momento privilegiado para o debate político, não mudam nossas vidas, só a luta dos trabalhadores pode libertar toda a humanidade da miséria e da violência que o sistema capitalista nos impõe.
Agora, por exemplo, no segundo turno, qual é a alternativa real entre Marta Suplicy (PT) e José Serra (PSDB)? Aqueles que se dispõem a votar em Marta, para evitar a vitória da oposição de direita, estarão legitimando o governo. O PT já não tem nada de "esquerda", sendo o principal baluarte do plano econômico neoliberal a serviço dos banqueiros. Cada voto no PT, independentemente da ilusão do eleitor, estará reforçando a dominação do FMI.
Aqueles que se dispõem a punir o governo e que votarão em Serra, apostam no PSDB, que tem total acordo com o governo em todos os seus ataques aos trabalhadores, como a reforma da Previdência e o arrocho do salário mínimo. O PSDB e o PFL concordam também com os ataques que o governo fará após as eleições.
Enganam-se ainda os que votam em "candidatos", sem se preocupar com os partidos a que pertençam. São os partidos que expressam o projeto real dos candidatos, muito mais do que as promessas mentirosas.
O "mal menor" é, na verdade, o maior. Com esta postura, os trabalhadores não constróem uma posição independente da burguesia. Banqueiros, industriais e latifundiários estarão apoiando um ou outro candidato do PT ou da oposição de direita. Não existe nenhuma alternativa real de esquerda nestas eleições.
O que você faria se alguém lhe perguntasse se você prefere ganhar um tiro ou uma facada? Você teria todo o direito de responder que não quer nenhum dos dois.
Os trabalhadores e a juventude são educados pelos políticos burgueses e pelo PT em optar pelo "mal menor" nas eleições: Vamos votar nesse candidato no segundo turno, porque senão o "outro" pode ganhar. Assim, elimina-se qualquer tipo de independência política dos trabalhadores. Por isso, no primeiro turno chamamos você a votar nos candidatos do PSTU e, agora, mantendo as avaliações que tínhamos no primeiro turno, chamamos você a votar nulo. Não se deixe enganar outra vez! Contra burguês, vote nulo dessa vez!"
Ana Luiza, servidora do TRF-3 e coordenadora-geral da Fenajufe, foi candidata a vereadora em São Paulo pelo PSTU e obteve 525 votos.
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