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A denúncia à OEA (Organização dos Estados Americanos) contra a decisão do Supremo Tribunal Federal que admitiu o direito do governo taxar as aposentadorias dos servidores não é simbólica. A afirmação é do advogado Paulo Lopo Saraiva, da Comissão de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Distrito Federal. "Não vejo a ação como simbólica, não sou advogado para ser ornamental", disse durante a primeira mesa de debates do 6º Encontro Estadual dos Aposentados do Judiciário Federal de São Paulo, convocado pelo Sintrajud.
"Vou aonde for necessário para buscar a eficácia dessa ação, esta ação não é perfumaria", prometeu.
Ele defendeu ainda a ampliação dessa campanha. "Toda forma de luta que se incorpore é importante", disse. "Isso aqui é uma cruzada, os 11% vão cair", afirmou, sendo aplaudido pelos cerca de 60 participantes do evento.
O advogado João José Sady, professor da Universidade São Francisco e debatedor da mesma mesa, disse que a submissão do Supremo Tribunal federal às vontades do Poder Executivo "é histórica" e citou o caso de Olga Benário, a militante comunista judia enviada para morte, pelo presidente Getúlio Vargas, no campo de concentração nazista na Alemanha e que teve seus pedidos de habeas corpus negados pelo STF.
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