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Os lamentáveis
métodos da direção da Fenajufe
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A
história das lutas pelo PCS e pela carreira no Judiciário
é de debates democráticos, amplos, transparentes e de muita
mobilização. Sem greve e participação, não
haveria PCS-l e 2.
No entanto, isto não se aplica ao que vem ocorrendo com o PCS-3. A começar pela forma como ele foi encaminhado ao STF: sem debates, às escondidas um diretor da federação nacional (Fenajufe), Roberto Policarpo. Esta mudança de perfil da federação reflete as relações políticas oriundas da eleição de Lula. Hoje, a maioria dos diretores da Fenajufe defendem o governo. Na plenária nacional em Vitória, eles, se articularam para impedir que fossem aprovadas críticas a este governo que tanto ataca os servidores e que se afunda em denúncias de corrupção. Também barraram a rejeição das reformas sindical e trabalhista, que rifam as leis que protegem o trabalhador. Nós do sindicato de São Paulo denunciamos os graves problemas no projeto inicial do PCS-3 e defendemos mudanças que nos levassem a um plano de carreira, capaz de mudar de fato nossa vida funcional. De São Paulo, a categoria defendeu tal proposta nacionalmente, ao lado de servidores de outros estados que também levantavam tais preocupações. Esta posição acabou rejeitada nos fóruns nacionais. Os métodos da direção da Fenajufe, avessa a debates democráticos e abertos à categoria, foram determinantes para isto. Na plenária nacional, por exemplo, inventaram que propostas saídas dos grupos de trabalho que não tivessem sido aprovadas no seminário do PCS, em fevereiro, não iriam a plenário. Há que se destacar que a discussão suscitada pelos que resistem ao "sindicalismo chapa-branca" fez com que o PCS trilhasse caminhos que não o da pacata obediência ao que vem dos gabinetes de Brasília. Hoje, a proposta é sem dúvida melhor do que a inicialmente apresentada pelo STF e defendida pela direção da federação. Com mobilização, é possível avançar muito mais. Setores do funcionalismo já estão em greve pela data-base e demandas específicas. Temos que fortalecer esta luta. |