JORNAL DO JUDICIÁRIO N° 195
01/Novembro/2004
Caderno Especial

PCS E PLANO DE CARREIRA
Caderno Especial
Comissão de SP propõe mudar projeto do STF
Minuta de proposta de substitutivo para projeto do PCS é elaborada e será submetida à categoria para que posição dos servidores de São Paulo seja remetida à Fenajufe

Ato em SP em maio de 2003, pela primeira revisão do PCS
A avaliação da comissão de carreira criada em São Paulo é de que a proposta construída no Supremo Tribunal Federal não atende às reivindicações da categoria. A comissão paulista destaca da proposta dos tribunais três aspectos centrais que delineiam uma mentalidade administrativa espelhada em orientações em voga a partir das contra-reformas do Estado que vêm ocorrendo no mundo: a quebra da paridade, a sacramentação das terceirizações e a ampliação das prerrogativas das administrações em relação aos funcionários.
      “O diagnóstico se torna imperativo na medida em que, por exemplo, os tribunais aderem à proposta de terceirizações indiscriminadas, extingüindo definitivamente o cargo de auxiliar sem avaliar o contexto de precarização das condições de trabalho no país e o impacto sócio-econômico dessas medidas”, ressalta Démerson Dias, diretor do Sintrajud e da Fenajufe e um dos membros da comissão estadual de carreira.
      Estudo realizado pelo assessor econômico do Sintrajud, Washington Moura, constata, por exemplo, que a terceirização levada a cabo no serviço público não traz economia, concentra riquezas e descaracteriza as atividades públicas. O ataque à organização do Estado não poupa nem mesmo a magistratura, que já começa a contar com a concorrência das arbitragens privadas, bem como, a partir dos tratados de livre comércio, vê suas prerrogativas serem exportadas para os países que sediam as transnacionais ou que oferecem condições mais favoráveis para os resultados das empresas.
      A proposta de São Paulo também insere no contexto da carreira as funções comissionadas, começando a construir uma perspectiva de carreira diretamente vinculada ao exercício dos cargos de coordenação e direção.
      A comissão paulista propõe a progressão vertical na tabela a partir da especialização e aprimoramento do funcionário, e a promoção (evolução horizontal) baseada no aperfeiçoamento do funcionário decorrente do tempo de exercício. As evoluções ocorreriam alternadamente a cada dois anos. Este modelo foi aprovado em assembléia da categoria.
      Em relação aos oficiais de justiça, os tribunais propõem a mudança na denominação apenas para a identificação funcional. A comissão de São Paulo, em primeiro lugar, considera o oficial de justiça como um cargo e apresenta diferenças também na tabela de remuneração.
      No mesmo contexto estabelece nomenclatura específica para o setor de segurança definindo os cargos de inspetor de segurança, polícia judicial e agente de segurança nos níveis superior, médio e básico, caracterizando assim as diversas possibilidades que essa atividade poderá ocupar na estrutura do judiciário.
      Para a comissão paulista, é fundamental que a categoria inicie a luta por um plano de carreiras que corrija as distorções existentes e amplie as perspectivas de crescimento profissional para o trabalhador do Judiciário.
Portanto, não é uma proposta efetiva de plano de carreira, mas da antecipação de alguns temas para garantir que no médio prazo a categoria tenha condições de avançar em direção a uma organização racionalizada, democrática e eficiente.

Seminário terá exposições de especialistas
      O 1º Seminário Estadual sobre Plano de Carreira dos Servidores do Judiciário Federal, promovido pelo Sintrajud, será no sábado, dia 6 de novembro. O encontro terá as exposições do assessor econômico Washington Lima e do assessor de carreira Sérgio Scavacini, ambos contratados pelo Sintrajud.
      Em seguida o evento irá debater a proposta criada pela comissão interdisciplinar do Supremo Tribunal Federal, as críticas e as contra-propostas elaboradas pela comissão de carreira de São Paulo.
      No encontro será fechada uma proposta de substitutivo para ser encaminhada ao Seminário Nacional sobre Plano de Carreira da Fenajufe, que vai ocorrer no dia 21 de novembro, em Brasília. Além de definir quais serão os representantes do Estado de São Paulo que irão ao Seminário Nacional.
      O evento é aberto a toda categoria. Para participar é necessário fazer inscrição antecipada com as funcionárias Adriana ou Juliana, pelo telefone (11) 222-

Íntegra da proposta de
substitutivo da comissão de SP

Página 6, a 8
Quadro mostra diferenças
e aspectos das duas propostas

Página 5
Projeto que saiu do STF
não valoriza vencimento-base

Página 10
Paridade entre ativos e
aposentados fica ameaçada

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Índice
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