JORNAL DO JUDICIÁRIO N° 191 21/Setembro/2004 Página 8
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CAMPANHA
SALARIAL
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Senado
aprova projeto da GAJ
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Projeto
chegou ao Congresso Nacional após greve, paralisações
e atos públicos dos servidores do Judiciário Federal * Sindicalistas
alertam para necessidade de lutar agora pelo plano de carreira
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Paralisação na campanha deste ano, com ato em
frente à Justiça Federal, na avenida Paulista
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O Senado aprovou, na quinta-feira
16, o projeto de lei que equipara de forma parcelada a GAJ à gratificação
paga aos servidores do Ministério Público Federal. Com isso,
a Gratificação Por Atividade Judiciária passa de
12% para 20%, retroativo a julho, e atinge 30% do salário-base
em novembro de 2005. A aprovação esteve ameaçada
devido à pauta trancada no Senado e ocorre nove meses após
a data-base.
Dirigentes sindicais ouvidos por este jornal consideraram a aprovação
importante e resultado da luta da categoria, mas aquém do necessário
e da política prometida pelo presidente Lula aos servidores antes
de tomar posse. Para a servidora Ana Luiza Figueiredo Gomes, diretora
licenciada da federação nacional (Fenajufe), o governo Lula
copia FHC ao desrespeitar a data-base. É um paliativo muito
rebaixado diante dos prejuízos dos últimos nove anos. Ainda
assim o que motivou esse pequeno reajuste foi a luta de uma parcela de
nossa categoria, que atendeu ao chamado do sindicato e da federação
para resistir aos ataques do governo, diz Ana Luiza. Ela defende
a unidade dos servidores na próxima campanha para exigir a revisão
anual.

Servidores na paulista; abaixo, em frente ao TRF
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Diretora do Sintrajud e servidora
do TRT-2, Carmen Dora de Freitas Ferreira diz que a GAJ vai minimizar
a penúria vivida pela categoria e, mesmo não sendo uma grande
vitória, é o começo de uma reparação
perseguida há muito tempo. Esperamos que os companheiros
estejam dispostos a retomada da luta para que consigamos realmente repor
as perdas e antecipar a segunda parcela, defende.
O servidor do TRE e diretor do Sintrajud e da Fenajufe Démerson
Dias diz que é uma conquista importante, mais espera que não
atrapalhe a aprovação de um plano de carreira. A preocupação
é compartilhada por José Carlos Sanches, da JF e diretor
do sindicato. Junto com a GAJ vem a proposta do Supremo de um plano
de carreira que do jeito que ele está sendo estruturado não
significará um avanço, afirma.
Na mesma semana em que o Senado aprovou
a GAJ, a comissão interdisciplinar do Supremo Tribunal Federal
apresentou a sua proposta final para o Plano de Cargos e Salários,
cuja íntegra pode ser obtida na página do sindicato na Internet
(www.sintrajud.org.br).
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NOSSA OPINIÃO
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Parabéns
aos lutadores
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É
pouco, não reconhece a data-base e ainda vem em duas parcelas.
Mas é resultado do esforço dos trabalhadores do Judiciário
Federal que lutaram e participaram da campanha salarial iniciada em maio.
Sem isso, não haveria aumento
na GAJ. Não foi um presente que caiu do céu ou da benevolência
do governo ou do presidente do STF. Foi uma concessão decorrente
da pressão objetiva da categoria. Houve greve por tempo indeterminado
no Maranhão, Santa Catarina, Bahia, Mato Grosso, Brasília
e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, paralisações e
atos na Justiça Federal e TRF, no TRE e assembléias no TRT-2
e TRT-15.
Sem essa movimentação,
ficaríamos no zero. Poderia ter sido melhor? Sim, provavelmente
sim caso todos tivessem aderido à luta. Mas novas campanhas, entre
elas a do plano de carreira, virão ou já estão em
curso. Quem não participou antes pode participar agora, e unir
esforços na busca de resultados melhores. Parabéns aos lutadores
que garantiram a aprovação da GAJ.
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FRASES
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É
uma conquista importante, espero que não atrapalhe a aprovação
de um plano de carreira mais adiante
Démerson Dias, servidor do TRE e diretor do Sintrajud
e da Fenajufe
A aprovação
esfacelada da GAJ é um paliativo por se tratar de gratificação.
O mais perigoso é o governo ter desconhecido a data-base. Temos
que batalhar numa estratégia de luta para a data-base ser reconhecida
Moreira, diretor de base do TRF-3, Distribuição
A GAJ vem minimizar a situação de penúria dos
servidores públicos federais pela falta de reposição
salarial
Carmen Dora, do TRT-2 e diretora do Sintrajud
Nas próximas campanhas
é preciso unificar os trabalhadores dos três poderes pela
revisão anual. Ainda assim esse pequeno reajuste saiu da luta de
parcela da categoria
Ana Luiza, do TRF-3 e diretora licenciada da Fenajufe
Não repõe as perdas e não é o que a
categoria pretendia, mas representa o resultado da luta, era zero, temos
alguma coisa
José Carlos Sanches, da JF e diretor do Sintrajud
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