JORNAL DO JUDICIÁRIO N° 191 21/Setembro/2004 Página 7
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TOQUE CULTURAL
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Redentor
dá jeito na caótica sociedade brasileira
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Welington
Liberato
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Cena do filme O
Redentor, em cartaz na rede Cinemark. Os associados ao Sintrajud
têm desconto ao adquirir o ingresso no Sociocultural.
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O edifício Palace II
desaba. A construtora responsável deixa dívidas que seu
patrimônio não cobre. Os proprietários lesados entram
na Justiça. Após anos, a pendenga continua sem solução.
Empreiteiras falidas, prédios inacabados, disputas judiciais, déficit
de moradias, crescimento desordenado de favelas. Os problemas são
tantos que beiram o surreal. E as soluções não acompanham
a demanda.
Cláudio Torres escolheu o caos social brasileiro como tema de seu
primeiro longa metragem. Junta trabalhadores da construção
civil, empresários, a classe média louca por uma escritura
definitiva, politicagem, religião, Deus e corrupção
num caldeirão antropofágico que, felizmente, dá liga.
Ameniza, através do humor e do exagero, questões pesadas;
filtra-as para o espectador médio.
Diretor de comerciais, de videoclipes, filho da primeira dama Fernanda
Montenegro, Cláudio Torres adquiriu na prática publicitária
a experiência para fazer cinema. Seu primeiro trabalho é
Diabólicas, um dos episódios do longa Traição.
Logo na abertura de Redentor, vemos o apuro técnico créditos
desmanchando-se feito gelo que se prolongará nas quase duas
horas de filme. Alguns dos efeitos talvez nunca tenham sido mostrados
no cinema nacional.
De nada adiantaria tanto cuidado se
o roteiro escrito pelo diretor, pela irmã Fernanda Torres e pela
experiente roteirista Elena Sóarez não desse conta da mirabolante
história do repórter Célio Rocha (Pedro Cardoso),
cuja família é ludibriada pelo empreiteiro Dr. Sabóia,
pai de seu amigo de infância Otávio (Miguel Falabella).
Dá gosto ver um produto nacional
bem embalado. Com proposta original, Redentor presta-se a diferentes interpretações.
Para mim, a história surpreende, indigna, diverte e revela um diretor
talentoso que tem algo a dizer para um número grande de pessoas.
Faz cinema acessível e que merece ser visto. Talvez o melhor filme
brasileiro num ano com mais decepções do que boas surpresas.
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Welington
é servidor do TRE e um dos colaboradores desta coluna.
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FUTEBOL
NO SINTRAJUD
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Bororoska
e TREbalistas estão na semifinal
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Primeira
fase da Copa Judiciária entra na reta final,
com duas vagas ainda em disputa
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Jogadores do Gabiloko observam o desfecho da jogada, na partida
em que empatou com o Criminal
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Faltando uma rodada para o final
da primeira fase da Copa Judiciária, Os TREbalistas e o Bororoska
já garantiram suas vagas na semifinal. Ao alcançarem a terceira
vitória, somando nove pontos, as duas equipes se enfrentam na próxima
quinta, e só podem ser ultrapassadas pelo TRT-2, que está
na terceira colocação com 6 pontos. Perto de obter a classificação,
o TRT-2 ainda joga duas partidas. Quatro equipes passarão para
a próxima etapa.
Na terça-feira 16, o Bororoska goleou o Fórum Previdenciário
por 9x1 e Gabiloko e JF Criminal empataram em 2x2. Completando a rodada,
na quinta-feira, Os TREbalistas SP derrotaram o TRT-2 por 4x2, e o Forum
Previdenciário venceu a equipe da JF Criminal por 3x2.
A disputa pelas duas vagas será decidida na última rodada,
que promete ser emocionante. Na terça-feira 21, jogam TRT-2 x Bororoska
e Gabiloko x Os TREbalistas SP. Na quinta, Bororoska x Os TREbalistas
SP, Fórum Previdenciário x Gabiloko e JF Criminal x TRT
2.
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Gabiloko
já é o campeão...
em torcida
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Acima,
torcedores do Gabiloko; e a pequena torcedora
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Se macumba ganhasse jogo,
o campeonato baiano terminaria empatado. A frase bem humorada do
jornalista João Saldanha, que retrata a fé baiana nos orixás,
poderia ser adaptada à Copa Judiciária. Se a euforia de
uma torcida ganhasse jogo, a equipe dos Gabiloko poderia ser consagrada
campeã por antecipação.
A crescente e animada torcida do Gabiloko é destaque na Copa Judiciária.
O time não vai tão bem assim. Com apenas um ponto, amarga
a lanterna, mas vem subindo de produção. E torcida otimista
é o que não falta, como prova Daniela Teruel, servidora
do TRF-3. Estou gostando do campeonato, o pessoal está jogando
muito bem, se superando a cada jogo.
Assídua torcedora, a servidora do TRF-3 Andreia Hamada demonstra
a importância do incentivo e destaca o principal objetivo da Copa.
Só não fui no primeiro jogo. A torcida está
incentivando o time, que já mudou os resultados. O campeonato mudou
o próprio ambiente de trabalho, as pessoas ficam mais companheiras.
Promove uma integração maior. O time melhorou muito, está
com garra e querem ganhar o campeonato.
As torcedoras do Gabiloko dão
o exemplo, e clamam para que as outras participem. O campeonato
está super bem, os times estão uniformizados, e é
divertido torcer. Os outros times também deveriam animar o campeonato.
Neste aspecto o Gabiloko é
campeão. Agora esperamos uma vitória para animar a
torcida, pede Melissa Varella.
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(Por Luiz
Carlos Máximo e Adriana Delorenzo)
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Sindicato
organiza passeio de Maria Fumaça com aposentados
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No
próximo dia 17 de outubro, o departamento Sociocultural do Sintrajud
vai organizar um passeio de caráter histórico para os aposentados
associados. A excursão, de um dia, será feita de Maria
Fumaça o antigo trem a vapor que faz até hoje
o trecho Campinas-Jaguariúna. Serão seis paradas, uma delas
na cidade de Pedreira, local que concentra produtores de cerâmica.
A saída, do sindicato, acontecerá
às 7h30. O valor da excursão é de 98 reais, que pode
ser parcelado em duas vezes. Estão incluídos no pacote o
transporte ida e volta em ônibus especial de turismo, o ticket de
ingresso no trem, a visita a Pedreira, almoço, guia de turismo,
serviço de bordo e seguro de viagem.
Haverá um plantão de
vendas nos dias 29 de setembro e 6 de outubro, das 14 às 18 horas,
no 5º andar do sindicato, durante a reunião do Núcleo
de Aposentados do Sintrajud. Mais informações com a funcionária
Telma (11) 222-5833.
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