JORNAL DO JUDICIÁRIO N° 189 02/Setembro/2004 Página 6
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OPINIÃO
DO SINTRAJUD
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Fascistas |
Os
assassinatos a pauladas e marretadas de seis moradores de rua em São
Paulo – além de nove feridos, dos quais cinco ainda correm
risco de vida – não chegaram a chocar o país apesar
da dimensão bárbara do ato. Foram assimilados com certa
tranqüilidade pela mídia, autoridades e a chamada opinião
pública.
Houve, é verdade, um ato de
repúdio na Praça da Sé e manifestações
críticas da prefeita Marta Suplicy, do governador Geraldo Alckmin
e do presidente Lula. Mas o grau de preocupação na esfera
pública com o caso pode ser medido pela revelação
de um repórter da “Folha de São Paulo” na semana
passada. Ele foi ao hospital, identificou-se como parente das vítimas
e entrevistou dois dos sobreviventes sem ser incomodado. Não observou
um único policial ou segurança no local.
A condenação do ato
pelos dirigentes máximos das três esferas do Poder Executivo,
todas elas detentoras de forças policiais, não teve dimensão
suficiente para fazê-los se preocupar com a segurança das
principais testemunhas do caso, alvos naturais de quem queira ocultar
a verdade e, ao mesmo tempo, peças fundamentais para uma investigação
policial. Mas será que alguma coisa está de fato sendo investigada?
Será que os poderes públicos querem encontrar responsáveis
pelo massacre de moradores de rua? O modo como tratam os sobreviventes
nos faz crer que não.
Mas não é só
no aparente desprezo dos órgãos de segurança que
se observa que o ato bárbaro não provocou a indignação
esperada quando fatos assim acontecem em regiões ditas civilizadas.
A mídia também não tratou o caso como assunto de
grande relevância, apesar de seu ineditismo e de seu aspecto fascista.
Como afirmam alguns militantes que
atuam com moradores de rua e no combate ao racismo, há hoje no
Brasil uma política de extermínio de pobres, miseráveis.
Com freqüência, negros.
Observa-se isso todos os dias nas
periferias, nas favelas ou nas áreas de conflitos rurais. Em geral,
os casos são camuflados com a condenação prévia
do morto, sempre apontado como ligado ao tráfico, a quadrilhas
ou a setores radicais, no caso dos conflitos rurais. Em todos os casos,
os supostos crimes do morto absolvem eventuais excessos da polícia
– também neste caso, aliás, a Guarda Municipal já
figura como suspeita de envolvimento.
Os cerca de 30 presos mortos durante
recente rebelião em uma casa de detenção no Rio de
Janeiro foram apresentados pelo governo do Estado como facínoras
perigosos, integrantes de facções criminosas. Pouco depois,
um jornal revelou que não passavam de pobres miseráveis
envolvidos com pequenos furtos. Não se tem notícia de que
alguma autoridade tenha criticado a deliberada tentativa de transformar
os presos assassinados, vítimas, em algozes.
O que diferencia o caso dos moradores
de rua é que não há como imputá-los, de antemão,
de responsáveis por crimes além de morar na rua. Mas, como
a política de extermínio é a mesma, não provoca
indignação e muito menos investigações sérias
por parte dos órgãos de segurança. |
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Barra
Funda |
A
decisão da juíza substituta da 21ª Vara Cível
Federal, Luciana da Costa Aguiar Alves Henrique, de bloquear os bens da
presidente do TRT-2, Maria Aparecida Pellegrina, é mais um capitulo
de uma novela que envolve a construção do Fórum Trabalhista
Rui Barbosa, na Barra Funda, e parece sem fim.
Acusada, entre outros itens, de fraude
em uma licitação pública no valor de R$ 3,79 milhões
referente à compra de móveis para o fórum, Pellegrina
nega as denúncias e se diz vítima de injustiças.
Sem fazer pré-julgamentos,
o caso só pode ser elucidado após profunda investigação.
As acusações são graves, envolvem uma obra já
tão visada – palco de desvios até hoje não
recuperados e não punidos – e não podem cair no vazio. |
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SÓ
RINDO |
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Bush
vai à escola |
O
presidente George Bush, querendo aumentar sua popularidade, chega a uma
escolinha e explica sua plataforma de governo.
Depois pede para que as crianças
façam perguntas. O pequeno Bob toma a palavra. Sr, tenho três
perguntas:
1. Como foi que o sr., mesmo perdendo
nas urnas, ganhou a eleição? 2. Por que o sr insiste tanto
em atacar o Iraque? 3. O sr não acha que a bomba de Hiroshima foi
o maior ataque terrorista da história?
Neste momento, soou a campainha do
recreio e todos saem da sala. Na volta, Bush mais uma vez pede para que
sejam feitas mais perguntas. Joe lhe diz: Tenho cinco perguntas sr presidente:
1. Como foi que o sr, mesmo perdendo
nas urnas, ganhou a eleição? 2. Por que o sr insiste tanto
em atacar o Iraque? 3. O sr não acha que a bomba de Hiroshima foi
o maior ataque terrorista da história? 4. Por que o sinal tocou
vinte minutos antes do normal? 5. Cadê o Bob? |
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CARTAS
E EMAILS |
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Quintos
no TCU |
Bom
dia, me expliquem por favor como funciona esta incorporação.
No meu caso eu tenho incorporado (VPNI) FC 01 (3/5) desta função
até dezembro de 1997, em dezembro de 1997 eu passei a receber FC
05 até a data de hoje. Caso eu venha a incorporar FC 05, quantos
quintos eu tenho direito e perderei algum quinto da FC 01 que já
possuo? |
Sérgio, da JF Pedro Lessa. |
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Resposta:
Sérgio, caso os quintos sejam aprovados pelo Tribunal de Contas
da União, você trocaria os seus três quintos de FC-1
para três quintos de FC-5 e teria mais oito décimos de FC-5.
Todos como VPNI. |
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