JORNAL DO JUDICIÁRIO N° 189 02/Setembro/2004 Página 4
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TRT-2 |
Oficiais
de justiça da JT
discutem luta por plano de carreira |
Os oficiais de justiça da Justiça
do Trabalho reuniram-se no Fórum Trabalhista da Barra Funda para
discutir questões referentes a esse segmento da categoria. A reunião,
que ocorreu no dia 12, teve como ponto central o plano de carreira, em
discussão na Comissão Interdisciplinar do Supremo Tribunal
Federal .
O diretor do Sintrajud e da Fenajufe
Luiz Falcão, coordenador do Núcleo de Oficiais de Justiça
do Sintrajud, iniciou a reunião informando as atividades específicas
dos oficiais, previstas para o mês de outubro. No dia 8 de outubro
haverá a 2ª Reunião do Cojaf (Coletivo de Oficiais
de Justiça Avaliadores Federais da Fenajufe), que será em
São Paulo. No dia 9 de outubro ocorrerá o 2º Encontro
Estadual de Oficiais de Justiça do Judiciário Federal no
Estado de São Paulo. Entre os dias 20 e 24 de outubro irá
acontecer o Encontro Nacional dos Oficiais de Justiça, em Gramado
(RS).
Logo depois, o oficial de justiça
Jurandir Santos, da 6ª Vara de Santos, relatou os esforços
dos oficiais para incluir seus pleitos no plano de carreira. Nos dias
31 de julho e 1º de agosto os oficiais de justiça estiveram
reunidos na Fenassojaf (Federação Nacional das Associações
dos Oficiais de Justiça Avaliadores Federais), em Brasília,
onde elaboraram um texto que explica os riscos distintos da atividade
do oficial.
As reivindicações foram
expostas à comissão por Jurandir, no dia 5 de agosto. Enquanto
falava na reunião, cerca de 300 oficiais de justiça realizaram
uma manifestação de apoio em frente ao STF, com diversas
faixas que pediam o resgate do nome do cargo de oficial de justiça
em vez de analista judiciário executante de mandado.
No dia seguinte, os oficiais novamente
apresentaram as reivindicações para o diretor-geral do STF,
Miguel Augusto Fonseca de Campos, o qual solicitou a presença do
coordenador da comissão interdisciplinar do STF Amarildo Vieira
de Oliveira, determinando ao mesmo o encaminhamento das reivindicações. |
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Atendentes
de balcão relatam trabalho estressante e pedem mudança na
FC |
Desgaste
provocado por sobrecarga e característica
do serviço justificariam reivindicação no TRT-2 |
A
rotina de trabalho de atendente de balcão na Justiça do
Trabalho da 2ª Região é pesada. O estresse começa
cedo. Das 10 às 11h30 da manhã, em geral ele corre contra
o tempo para colocar tudo em ordem: protocolar e localizar os processos
que serão encaminhados ao diretor da vara. Podem ser até
mais de cem petições. Após as 11h30, o balcão
abre e começa o atendimento ininterrupto a advogados, que vai até
as 18 horas, quando termina o expediente.
“O serviço é pesado,
é muito atendimento, muito cansaço no sentido psicológico
e físico. Colegas que trabalham em juntas tumultuadas ficam muito
estressados”, afirma o atendente de balcão Daniel Gonçalves
Moreira, auxiliar de expediente da 72ª vara trabalhista, localizada
no Fórum Rui Barbosa, na Barra Funda.
“Não dá para atender
só balcão, a secretaria precisa de gente. O quadro é
reduzido, não dá nem para criticar o diretor.. Se eu não
fizer, não tem quem faça, nenhum colega faz só atendimento”,
explica o servidor, que, no dia em que conversou com a reportagem do Jornal
do Judiciário, 21 de agosto, havia feito 147 atendimentos no balcão.
É com base neste perfil do
trabalho desempenhado que atendentes de balcão estão reivindicando
o direito a receber uma função comissionada maior. Hoje,
eles têm direito à FC-1, querem a FC-2.
A reivindicação do setor
foi apresentada pelo sindicato à diretora-geral do TRT-2, Rufina
Popolin de Matos, durante reunião na semana passada. Ela, no entanto,
limitou-se a dizer que o Tribunal não tem mais competência
para criar FC. Questionada sobre as FCs previstas no projeto que cria
cargos para o TRT-2 e encontra-se no Senado, disse que estas funções
já estariam especificadas.
A direção do sindicato,
entretanto, quer que todo o debate sobre as FCs seja incluído no
plano de carreira, para garantir melhoria definitiva nos salários.
Os atendentes de balcão, entretanto,
prometem continuar defendendo a mudança, certos de que fazem jus
ao que reivindicam. |
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