BOLETIM DO 3º CONGRESSO N° 01
22/Março/2002
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DEBATE DE CONJUNTURA NO 3º CONGRESSO
 
A luta dos trabalhadores diante da crise do capitalismo é tema do debate de hoje
 
O cientista social José Martins e o sóciólogo Reginaldo Moraes, ambos da Unicamp, são os debatedores
 
      O convite aos professores Reginaldo Moraes e José Martins para participar do debate de abertura do 3º Congresso tem por objetivo auxiliar nas discussões que serão feitas ao longo de todo o evento. A partir de uma análise técnica e teórica sobre a situação mundial, o que se pretende é combinar as avaliações e decisões políticas a serem aprovadas com um trabalho de formação - área na qual o Sintrajud tem investido com cursos e palestras ao longo desta gestão.
      O professor Reginaldo Moraes vai explicar, do ponto de vista teórico, o que é o neoliberalismo e quais as suas implicações para os trabalhadores. Moraes vai explicar como se desenvolveu a política do “estado mínimo”, da “flexibilização das leis trabalhistas” e de aspectos como a qualidade total e as terceirizações.
      
A partir daí, o professor José Martins vai falar sobre porque o neoliberalismo e o capitalismo estão em crise em todo o mundo hoje. Como a combinação dos pilares do neoliberalismo levou à bancarrota um país como a Argentina, entre outros, e quais os riscos dessa crise para o Brasil.

ENTREVISTA - JOSÉ MARTINS
 
“Vamos discutir o que pode acontecer daqui para a frente na economia”
 
O Boletim do 3º Congresso entrevistou José Martins (professor de Economia Internacional há mais de 20 anos). Martins, que lecionou por 20 anos na Fundação Getúlio Vargas na área de Economia, é autor de dois livros. Seu último lançamento, intitulado Os limites do irracional - globalização e crise econômica, foi lançado pela editora Fio do Tempo (SP) em 1999. Também é autor do Boletim Crítica Semanal da Economia, editado pelo Núcleo 13 de Maio de Educação Popular.
Descreva um pouco o conteúdo da sua palestra.
      Vou falar sobre a situação econômica mundial, da América Latina e do Brasil em termos gerais. Mas pretendo centrar a minha análise dos efeitos da última crise econômica mundial sobre a economia e a política brasileiras, e também colocar as perspectivas em função desses acontecimentos (a situação da Argentina, da América do Sul como um todo. Para que a gente possa estabelecer como fica o Brasil no meio de tudo isso, a crise econômica mundial e a crise econômica e social na América do Sul. Vamos tentar estabelecer algumas perspectivas sobre o que pode acontecer daqui para a frente com a economia e, sobretudo, quais são as perspectivas para os trabalhadores.

Fale sobre o Boletim Crítica Semanal da Economia.

      O boletim tem 15 anos de vida ininterrupta e semanal. Acho que é uma experiência inédita. É ligado ao Núcleo de Educação Popular 13 de Maio, desde o início, e foi criado no seio da classe trabalhadora. O objetivo não é fazer panfletagem ou ideologia, mas - como o próprio nome diz - uma análise da situação econômica mundial e brasileira, sem vinculação partidária ou com qualquer tipo de movimento organizado da esquerda. Embora não tenhamos nada contra os partidos e movimentos, temos autonomia total de análise. Me baseio em investigações, em dados: com muita seriedade no trabalho. Quem sustenta o boletim são trabalhadores. A maior parte dos assinantes são sindicatos e também temos muitos trabalhadores individualmente assinando.

Roteiro do 1º dia
9 às 19h - credenciamento;
10:00h - Abertura;
11:00h - Debate de conjuntura “A Crise do Neoliberalismo e a luta dos trabalhadores”;
13:00h - Almoço;
14:30h - Aprovação do regimento interno;
15:00h - Apresentação da(s) tese(s) sobre conjuntura e plano de lutas e início dos grupos de discussão;
17:30 - Intervalo para o café;
18:00 - Continuação dos grupos de discussão sobre conjuntura e plano de lutas; 20:00 - Encerramento das atividades.

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