| |||||||
|
DEBATE
DE CONJUNTURA NO 3º CONGRESSO
|
|||||||
|
A
luta dos trabalhadores diante da crise do capitalismo é tema do debate
de hoje
|
|||||||
|
O
cientista social José Martins e o sóciólogo Reginaldo Moraes, ambos da
Unicamp, são os debatedores
|
|||||||
|
O
convite aos professores Reginaldo Moraes e José Martins para participar
do debate de abertura do 3º Congresso tem por objetivo auxiliar nas
discussões que serão feitas ao longo de todo o evento. A partir de uma
análise técnica e teórica sobre a situação mundial, o que se pretende
é combinar as avaliações e decisões políticas a serem aprovadas com
um trabalho de formação - área na qual o Sintrajud tem investido com
cursos e palestras ao longo desta gestão.
O professor Reginaldo Moraes vai explicar, do ponto de vista teórico, o que é o neoliberalismo e quais as suas implicações para os trabalhadores. Moraes vai explicar como se desenvolveu a política do “estado mínimo”, da “flexibilização das leis trabalhistas” e de aspectos como a qualidade total e as terceirizações. A partir daí, o professor José Martins vai falar sobre porque o neoliberalismo e o capitalismo estão em crise em todo o mundo hoje. Como a combinação dos pilares do neoliberalismo levou à bancarrota um país como a Argentina, entre outros, e quais os riscos dessa crise para o Brasil. |
|||||||
|
ENTREVISTA
- JOSÉ MARTINS
|
|||||||
|
“Vamos
discutir o que pode acontecer daqui para a frente na economia”
|
|||||||
|
O
Boletim do 3º Congresso entrevistou José Martins (professor de
Economia Internacional há mais de 20 anos). Martins, que lecionou por
20 anos na Fundação Getúlio Vargas na área de Economia, é autor de dois
livros. Seu último lançamento, intitulado Os limites do irracional
- globalização e crise econômica, foi lançado pela editora Fio do
Tempo (SP) em 1999. Também é autor do Boletim Crítica Semanal da Economia,
editado pelo Núcleo 13 de Maio de Educação Popular.
|
|||||||
|
Descreva
um pouco o conteúdo da sua palestra.
Vou falar sobre a situação econômica mundial, da América Latina e do Brasil em termos gerais. Mas pretendo centrar a minha análise dos efeitos da última crise econômica mundial sobre a economia e a política brasileiras, e também colocar as perspectivas em função desses acontecimentos (a situação da Argentina, da América do Sul como um todo. Para que a gente possa estabelecer como fica o Brasil no meio de tudo isso, a crise econômica mundial e a crise econômica e social na América do Sul. Vamos tentar estabelecer algumas perspectivas sobre o que pode acontecer daqui para a frente com a economia e, sobretudo, quais são as perspectivas para os trabalhadores. Fale sobre o Boletim Crítica Semanal da Economia. O boletim tem 15 anos de vida ininterrupta e semanal. Acho que é uma experiência inédita. É ligado ao Núcleo de Educação Popular 13 de Maio, desde o início, e foi criado no seio da classe trabalhadora. O objetivo não é fazer panfletagem ou ideologia, mas - como o próprio nome diz - uma análise da situação econômica mundial e brasileira, sem vinculação partidária ou com qualquer tipo de movimento organizado da esquerda. Embora não tenhamos nada contra os partidos e movimentos, temos autonomia total de análise. Me baseio em investigações, em dados: com muita seriedade no trabalho. Quem sustenta o boletim são trabalhadores. A maior parte dos assinantes são sindicatos e também temos muitos trabalhadores individualmente assinando. |
|||||||
|
Roteiro
do 1º dia
|
|||||||
|
9
às 19h - credenciamento;
10:00h - Abertura; 11:00h - Debate de conjuntura “A Crise do Neoliberalismo e a luta dos trabalhadores”; 13:00h - Almoço; 14:30h - Aprovação do regimento interno; 15:00h - Apresentação da(s) tese(s) sobre conjuntura e plano de lutas e início dos grupos de discussão; 17:30 - Intervalo para o café; 18:00 - Continuação dos grupos de discussão sobre conjuntura e plano de lutas; 20:00 - Encerramento das atividades. |
|||||||