BOLETIM DO 3º CONGRESSO N° 03
24/Março/2002
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Teses defendem Sintrajud classista e democrático
Segundo dia do congresso teve apresentação de teses pela manhã
 
      As discussões que abriram os trabalhos do 3o Congresso na manhã de sábado (23) tiveram como tema a organização sindical, que faz parte do conjunto de teses apresentadas pelos delegados. Iniciando as apresentações, o diretor do Sintrajud Cláudio Klein fez um balanço da crise que atingiu o movimento sindical a partir da queda da União Soviética e que se acentuou nos últimos anos.
      Também foi destacado pelo dirigente o papel do Sintrajud na luta dos trabalhadores, no sentido de como deve ser o caráter da entidade e sua atuação. Para ele, o Sintrajud deve continuar fiel aos princípios que marcaram a fundação da CUT, preservando o caráter de classe e de democracia.
      “Proponho ampliar a democracia no Sintrajud, aumentando as atribuições do Conselho de Base para que haja mais participação e não deixar que todas as decisões fiquem com a Executiva”, disse Klein.
      As questões dos aposentados também estiveram presentes nos debates. A diretora do Sintrajud Ana Fevereiro, que também faz parte do Núcleo de Aposentados, ressaltou a importância do servidor que se aposenta não perder o vínculo com o sindicato. Ela denunciou os constantes ataques impostos aos servidores por parte do governo nos últimos tempos, o que vem gerando uma série de perdas.
      O Núcleo de Aposentados foi formado em 1999, a partir de uma caravana a Brasília para protestar contra a taxação dos aposentados, “e de lá para cá já entramos em vários embates com o governo”, diz a diretora. Ana Fevereiro destacou que a postura de classe tem marcado a atuação do Núcleo.
      Os problemas específicos presentes no dia-a-dia dos oficiais de justiça e suas demandas foram destacados pelo diretor do Sintrajud Ivo de Oliveira Farias. Segundo Ivo, que também coordena o Núcleo de Oficiais de Justiça do sindicato, há divergências entre a categoria, o que causou a criação de várias associações de oficiais, entretanto, avalia, existem pontos comuns que podem ser reivindicados conjuntamente.
      Os históricos de lutas que levaram à fundação das subsedes de Santos e Campinas também foram lembrados por Ivo Farias, que defendeu o aumento do número destas nos locais onde exista uma militância que “force” a sua criação.
      O assédio moral, um problema que vem se agravando no Judiciário Federal, foi abordado pelo diretor Wilson Trevisam, da JF/Piracicaba, autor da tese sobre o tema, em conjunto com o diretor de base Antonino Carniello. Wilson denunciou as agressões morais a que foram submetidos os colegas de Piracicaba, que participaram da greve de 1998, por parte do juiz Antonio Johonsom di Salvo e as conseqüências das pressões sofridas.
      Dentre as propostas defendidas para combater o problema, ele apontou a aprovação do PCS. Segundo Trevisam, ao ser implementado, o Plano de Cargos e Salários do Judiciário Federal minimizaria o peso das funções comissionadas sobre os salários dos servidores, responsáveis, em grande parte, por situações que constituem assédio moral.
      O oficial de justiça João Evangelista, ao apresentar sua tese “Sindicalismo participativo”, afirmou que o Sintrajud se consolidou como entidade representativa no Judiciário Federal em São Paulo, mas fez uma ressalva quanto à 15ª Região – onde existe “a ausência da grande massa dos servidores da Justiça do Trabalho”. Defendeu a ampliação das subsedes e de suas estruturas jurídicas e administrativas. Também disse que ainda falta ao Sintrajud um “programa de conquista” que faça com que haja uma maior participação da categoria.
      Na parte de Planos de Lutas, o diretor do Sintrajud e da federação nacional (Fenajufe) Adilson Rodrigues falou da luta pelo PCS e defendeu que as mobilizações pelo projeto estejam sintonizadas com a abertura da campanha salarial dos servidores federais neste ano. “Além de batalharmos o PCS, não podemos esquecer da data-base”, ressaltou. Adilson também denunciou o arrocho salarial imposto pelo governo FHC ao funcionalismo, que já causa perdas perto dos 80%.
     Carmen Dora de Freitas Ferreira, da direção do Sintrajud, fez um balanço do desempenho dos departamentos jurídico e sociocultural do sindicato. Ela defendeu a ampliação da estrutura do jurídico em função das demandas da categoria e das atividades organizadas pelo cultural.









Hoje também é dia de festa!
Não perca a confraternização, a partir das 21h.
Haverá música ao vivo com a banda “Chapéu Brasil”, de Guará.

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