| |||||||
|
Debate
de Conjuntura
|
|||||||
|
"Estamos
de novo frente à escolha: socialismo ou barbárie"
|
|||||||
|
Abertura
do 3º congresso é marcada pelo discussão do combate ao neoliberalismo
* José Martins (prof. de economia da Unicamp) e Reginaldo Moraes (prof.
Ciências Sociais da Unicamp) explicam desenvolvimento e crise do capitalismo
no século XX
|
|||||||
![]() |
|||||||
|
.
José Martins fala no debate de Conjuntura.
|
|||||||
|
O
debate “a crise do capitalismo e a luta dos trabalhadores”, que iniciou
as discussões de conjuntura do 3º Congresso do Sintrajud foi marcado pela
discussão da necessidade dos trabalhadores se organizarem para combater
o neoliberalismo. Os professores Reginaldo Moraes e José Martins falaram
sobre os impactos da aplicação do modelo neoliberal na economia mundial
e sobre os reflexos que esse modelo vem trazendo para a vida dos trabalhadores:
como o aumento do desemprego, e da exploração.
Para o professor Reginaldo Moraes (autor do livro Neoliberalismo: de onde vem, para onde vai?) “o segredo do crescimento e do sucesso do modelo neoliberal, e também de sua crise, foi o crescimento dos investimentos externos diretos, sobretudo o crescimento das filiais de empresas transnacionais". Isso porque o aumento desse tipo de investimento leva a um conflito permanente entre os capitais transnacionais e as regulamentações da produção nos estados nacionais. Para driblar esse conflito e repatriar os lucros para as matrizes, os capitalistas transnacionais destroem a regulamentação do trabalho, as políticas ambientais, de comércio, de saúde, etc, e se apóiam no capital bancário e finaceiro para liberalizar tarifas alfandegárias do sistema financeiro mundial. O professor José Martins dedicou sua fala a uma análise dos ciclos de crise do capitalismo cujos períodos, na sua avaliação têm diminuído para cerca de cinco anos do século XIX para cá, e ao processo de militarização que vem se dando no último período (Plano Colômbia, bases militares espalhadas pelo mundo todo, etc). Martins afirmou ainda que é fundamental que os trabalhadores estabeleçam estratégias de luta, pois os capitalistas estão extremamente organizados na análise das estratégias para o desenvolvimento do capital. Outro destaque na intervenção de José Martins foi a importância dada pelo professor para a globalização das lutas. Segundo Martins, a classe trabalhadora da América Latina espera a liderança dos trabalhadores brasileiros para enfrentar os ataques do capital. "Por isso, globalizar as lutas é de fundamental importância". |
|||||||
|
FRASES
|
|||||||
|
"O
mundo não é G7, G9 ou G10. O mundo é G1. A potência econômica mundial
são os Estados Unidos."
(Reginaldo Moraes) "A opção mais realista para os trabalhadores é começar a pensar e agis agora para combater o neoliberalismo." (Reginaldo Moraes) "Estamos de novo frente à opção socialismo ou barbárie, mas temos que ver o que chamamos de socialismo, que não é - com certeza - o que se construiu na União Soviética." (Reginaldo Moraes) "Temos que travar a luta nacional, pois nossos capitalistas vão continuar fazendo o trabalho sujo de despachantes do capitalismo, mas essa luta tem que ter desde o seu início uma estratégia internacional." (José Martins) "A teoria de Marx é extremamente viva para a análise da economia. Não existe nada mais atual." (José Martins) "Só com um programa e clareza de objetivos os trabalhadores - e só eles - têm a solução para contrapor os ataques do capital". (José Martins) |
|||||||